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Abramilho defende que Brasil não deveria aguardar China para lançar novos transgênicos

Abramilho defende que Brasil não deveria aguardar China para lançar novos transgênicos

Reuters

12/08/2026

Placeholder - loading - Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, em Itajaí, no estado de São Paulo, Brasil, em 1º de abril de 2018. REUTERS/Marcelo Rodrigues Teixeira
Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, em Itajaí, no estado de São Paulo, Brasil, em 1º de abril de 2018. REUTERS/Marcelo Rodrigues Teixeira

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) - A Associação ​Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) defendeu nesta quarta-feira que as empresas de biotecnologia que atuam no Brasil não deveriam aguardar a aprovação da China para novas variedades transgênicas de milho, uma vez que essa espera representa perdas bilionárias.

O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, disse durante evento da associação que os produtores sabem que a Bayer e a Corteva têm variedades transgênicas mais produtivas para serem lançadas no Brasil.

Mas que isso não acontece ⁠porque ⁠as empresas estão aguardando a aprovação ​dos chineses.

'Não ‌concordamos mais com esperar aprovação da China, queremos trazer para discussão...', disse ele.

Silveira lembrou que a China foi importante na importação de milho do Brasil durante um ano, mas que hoje o ⁠país já não é mais um importador relevante do cereal brasileiro.

'Uma ​usina nova criada em Mato Grosso consome mais milho do que ​a China importa', disse Silveira.

De janeiro a ‌junho, a China ​importou cerca ⁠de 220 mil toneladas de milho do Brasil, segundo dados oficiais, enquanto as exportações brasileiras no mesmo período somaram 7,9 milhões de toneladas.

'Teve um ano ​que (a China) comprou, quando precisava, e agora não compra mais', disse Silveira, referindo-se a 2023, quando a China importou mais de 16 milhões de toneladas, após um acordo entre os dois países.

Segundo o diretor-executivo, na ​soja a abordagem tem de ser outra, e a espera por aprovações faz sentido, considerando que a China responde por mais de 70% das exportações brasileiras. Sem o aval chinês, os embarques nacionais ficariam ameaçados.

No entanto, no milho as empresas multinacionais deveriam avisar aos chineses sobre o lançamento de novos produtos que ofereçam mais produtividade e disponibilizá-los ao mercado.

'Nós produtores estamos ​perdendo bilhões em produtividade... porque a China fica levando anos para liberar... vão ‌liberar quando quiserem', comentou.

Na hipótese de ⁠a China seguir como um importador marginal de milho do Brasil, Silveira defendeu que seria relativamente fácil segregar o cereal brasileiro oriundo de ⁠plantações com tecnologias eventualmente não aprovadas pelos ⁠chineses.

Quase a totalidade da produção de ⁠soja e milho ⁠do ​Brasil já é realizada com sementes transgênicas.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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