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Brasil vê alívio de custos com adubos e diesel após acordo entre EUA e Irã sobre guerra, diz ministro

Brasil vê alívio de custos com adubos e diesel após acordo entre EUA e Irã sobre guerra, diz ministro

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Trabalhador rural dirige trator espalhando fertilizante em campo de soja, perto de Brasília 15 de fevereiro de 2022 REUTERS/Adriano Machado
Trabalhador rural dirige trator espalhando fertilizante em campo de soja, perto de Brasília 15 de fevereiro de 2022 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  16/06/2026

SÃO PAULO, 16 Jun (Reuters) - O acordo entre ​Estados Unidos e o Irã visando colocar um fim à guerra e reabrir a navegação pelo vital Estreito de Ormuz é positivo para o agronegócio do Brasil, por potencialmente trazer alívio de custos com fertilizantes e diesel, disse nesta terça-feira o ministro da Agricultura, André de Paula.

O Brasil, grande importador de fertilizantes, compra no exterior mais de 85% de suas necessidades. No diesel, as importações giram em torno de 25% das necessidades do país. Pelo estreito, passam grandes volumes de combustíveis e ⁠fertilizantes.

'Inauguramos ⁠a semana com notícias muito positivas, ​que podem ‌ser de fato muito importantes para o nosso agro e para o mundo inteiro respirar', disse Paula, em referência aos preços dos fertilizantes e diesel, durante evento em São Paulo promovido pela Veja.

Com a perspectiva de ⁠assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã, previsto para ​a próxima sexta-feira, 'imagino que tenhamos como decorrência disso mitigado os efeitos negativos ​que nós tivemos em relação aos fertilizantes, e ‌um preço mais ​baixo do ⁠óleo diesel', afirmou o ministro.

'Isso é muito importante, mas segue sendo um desafio', acrescentou ele.

O Brasil deverá iniciar em meados de setembro o plantio de sua principal safra, ​a de soja, o que elevará a demanda principalmente por diesel, enquanto o agronegócio escoa a segunda safra de milho para diversos mercados.

Paula citou ainda uma 'agenda da diplomacia' dos fertilizantes com a China, exportadora do insumo e grande ​importadora de produtos agrícolas do Brasil.

'Mantivemos agenda positiva na China... levamos a preocupação em relação ao fertilizante, e depois a China manifestou determinação de fornecer fertilizante, o que fez com que o preço da ureia voltasse a preços compatíveis, hoje eles estão praticamente estabilizados', afirmou.

O ministro ressaltou ainda o que chamou de 'robustez' do sistema sanitário brasileiro, ao citar o recente reconhecimento pela China e Rússia de que o ​Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação.

Nesse segmento, ele disse que o presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva deverá ⁠se reunir com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante encontro do G7, com o objetivo de reverter a suspensão a importações de ⁠carnes brasileiras pelos europeus, prevista para vigorar a ⁠partir de setembro.

O ministro confirmou também que ⁠o Plano Safra ⁠2026/27 ​deverá ser anunciado no dia 1 de julho.

(Por Roberto Samora; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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