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Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor provisoriamente a partir de março, diz diplomata da UE

Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor provisoriamente a partir de março, diz diplomata da UE

Reuters

22/01/2026

Placeholder - loading - Protesto de agricultores franceses contra acordo com Mercosul  20/1/2026    REUTERS/Yves Herman
Protesto de agricultores franceses contra acordo com Mercosul 20/1/2026 REUTERS/Yves Herman

Atualizada em  22/01/2026

Por Andreas Rinke

BERLIM, 22 ⁠Jan (Reuters) - O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul provavelmente será aplicado em caráter provisório em março, disse um diplomata da UE à Reuters na quinta-feira, apesar de uma contestação iminente no tribunal superior do bloco.

Parlamentares da UE desferiram um golpe no controverso acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai na ​quarta-feira, remetendo-o ao Tribunal ⁠de Justiça ⁠Europeu, o que pode atrasá-lo em dois anos.

'O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar', disse um diplomata da UE à Reuters.

'Provavelmente será ‌o Paraguai em março', acrescentou o diplomata.

A UE ​assinou seu maior pacto comercial ‌de todos ​os tempos ​com os membros do Mercosul no sábado, após 25 anos de negociações, e o atraso causou consternação entre ​muitas empresas na Alemanha e para um de seus principais apoiadores, o chanceler Friedrich Merz.

Ele disse aos delegados do Fórum Econômico Mundial em Davos que lamentava a decisão do Parlamento Europeu, o que significava que outro obstáculo havia sido erguido.

'Mas tenham certeza: Não seremos impedidos. O acordo do Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa a ele se quisermos ter um crescimento maior na Europa', ⁠afirmou ele na quinta-feira.

Os apoiadores argumentam que o acordo ‌é importante para compensar ⁠os negócios perdidos com as tarifas dos EUA e para reduzir a dependência da China.

Os críticos, ‍liderados pela França, afirmam que isso aumentará as importações de carne bovina, ​açúcar ‌e aves a preços baixos, prejudicando os produtores nacionais.

Reuters

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