Alemanha pressiona por uma Europa de 'duas velocidades' com um novo bloco de seis economias líderes
Alemanha pressiona por uma Europa de 'duas velocidades' com um novo bloco de seis economias líderes
Reuters
27/01/2026
Atualizada em 27/01/2026
Por Christian Kraemer e Maria Martinez
BERLIM, 27 Jan (Reuters) - A Alemanha vai pressionar por uma União Europeia de 'duas velocidades' para romper a inércia na tomada de decisões no bloco de 27 membros e galvanizar suas economias, pedindo que um grupo central de estados-membros avance em políticas-chave para tornar a Europa mais forte e independente.
'Agora é o momento para uma Europa de duas velocidades', disse o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, em um evento organizado pelo Welt nesta terça-feira em Berlim.
Os ministros das Finanças da Alemanha e da França querem fortalecer a competitividade dentro da UE, introduzindo um novo formato para as seis principais economias do bloco, segundo uma carta do ministro alemão vista pela Reuters nesta terça-feira.
Na carta, Klingbeil convida os parceiros da França, Polônia, Espanha, Itália e Holanda para uma videoconferência na quarta-feira para definir uma agenda ambiciosa e concreta de fortalecimento da soberania, da resiliência e da competitividade da Europa.
As economias da UE tentam reduzir sua dependência de matérias-primas essenciais importadas de países como a China e enfrentar os temores de que as tarifas comerciais e a fragmentação dos mercados globais possam prejudicar o crescimento e o investimento.
'Para sobreviver em uma situação geopolítica cada vez mais imprevisível, a Europa deve se tornar mais forte e mais resistente', escreveu Klingbeil na carta aos seus pares na segunda-feira, acrescentando que continuar como antes não pode ser considerada uma opção.
O convite diz que a reunião de quarta-feira tem a intenção de ser um 'pontapé inicial', e que deveria haver um encontro de acompanhamento presencial às margens do próximo Eurogrupo.
A carta vista pela Reuters inclui um plano com quatro pontos para levar adiante a união dos mercados de capitais, fortalecer o euro, coordenar melhor o investimento em defesa e garantir matérias-primas.
(Reportagem de Christian Kraemer e Maria Martinez)
Reuters


