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Alta do IPCA-15 supera expectativa em março sob pressão de alimentos e despesas pessoais

Alta do IPCA-15 supera expectativa em março sob pressão de alimentos e despesas pessoais

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Pessoa escolhe carne em um supermercado em São Paulo 27/11/2024 REUTERS/Amanda Perobelli
Pessoa escolhe carne em um supermercado em São Paulo 27/11/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  26/03/2026

(Acrescenta palavra no título)

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 26 Mar (Reuters) - O avanço ​do IPCA-15 perdeu força em março passados os efeitos sazonais do início do ano letivo, mas os preços de alimentos e despesas pessoais pressionaram o índice e a alta dos preços ficou acima do esperado.

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,44%, depois de avanço de 0,84% em fevereiro, acumulando em 12 meses alta de 3,90%, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado em 12 meses até março mostrou desaceleração em relação à taxa de 4,10% de fevereiro, mas segue acima da meta contínua para a inflação de 3,0% medida pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Ambas as leituras ficaram ainda acima das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de ⁠0,29% na base mensal ⁠e de 3,74% em 12 meses.

'O resultado mostra ​que a ‌inflação segue em processo de moderação, mas de forma irregular e ainda sujeita a choques relevantes', disse Pablo Spyer, conselheiro da Ancord.

Os grupos de Alimentação e bebidas e de Despesas pessoais se destacaram em março, com altas respectivamente de 0,88% e 0,82%.

A alta da alimentação no domicílio acelerou a 1,10% em março, com avanços de açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de ⁠galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%).

Já entre as despesas pessoais, os subitens de serviço bancário (2,12%) e ​empregado doméstico (0,59%) pesaram no resultado.

O grupo Habitação também registrou aceleração do aumento dos preços a 0,24%, influenciado pela alta de ​0,29% da energia elétrica residencial com reajustes médios de 15,10% e 14,66% ‌nas concessionárias no Rio de ​Janeiro.

O IPCA-15 ⁠de março mostrou ainda recuo de 0,03% dos combustíveis, com quedas nos preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%), enquanto o óleo diesel subiu 3,77%. Ainda assim os custos dos Transportes avançaram 0,21%, com alta de 5,94% das passagens aéreas.

O cenário para a ​inflação global passou a ser afetado pelo avanço dos preços do petróleo diante da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro.

A Petrobras elevou neste mês o preço do diesel A (puro) em suas refinarias em 11,6%, mas avaliou que o reajuste tem potencial de não afetar o consumidor final após o governo lançar um programa de subvenção ​ao diesel, além de anunciar redução de tributos federais para o combustível, para amortecer o impacto da alta de preços do petróleo. A estatal não alterou os preços da gasolina desde o início da guerra.

'Os combustíveis recuaram em março, mas no IPCA cheio devemos observar uma pressão inflacionária mais significativa vindo da gasolina, dado que o barril de petróleo aumentou mais de 40% desde o início do conflito. Além disso, a interrupção no fluxo do Estreito de Ormuz tende a pressionar a inflação de alimentos', alertou André Valério, economista sênior do Inter.

Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ​a 14,75% ao ano, mas defendeu cautela para passos futuros da calibração da Selic ao destacar “forte aumento da incerteza” em meio ao acirramento ‌dos conflitos no Oriente Médio.

'A deterioração do quadro inflacionário ⁠de curto prazo, com resistência em patamar elevado das medidas de núcleo de inflação, devem limitar o ciclo de corte de juros do Banco Central', apontou Leonardo Costa, economista do ASA.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC mostra que a ⁠projeção para o IPCA é de altas de 4,16% em 2026 e de 3,80% ⁠em 2027. A expectativa é de que a Selic termine ⁠2026 a 12,50%.

O IPCA-15 ⁠estima ​a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

Reuters

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