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Após saída de Teich, ministério diz que prepara ampliação de uso de cloroquina a pacientes com Covid-19

Após saída de Teich, ministério diz que prepara ampliação de uso de cloroquina a pacientes com Covid-19

Reuters

15/05/2020

Placeholder - loading - Ex-ministro Nelson Teich 15/05/2020 REUTERS/Adriano Machado
Ex-ministro Nelson Teich 15/05/2020 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  15/05/2020

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Saúde informou, na noite desta sexta-feira, que está finalizando novas orientações para assistência de pacientes com Covid-19 visando 'iniciar um tratamento antes do seu agravamento e necessidade de utilização de UTI' que inclui a ampliação do uso da cloroquina, horas após a saída de Nelson Teich, que resistia à adoção massiva do medicamento.

O comunicado do ministério não fala expressamente na adoção da cloroquina, mas a assessoria de imprensa da pasta confirmou que as novas orientações de assistência incluem o uso da cloroquina para pacientes leves com Covid-19.

'Assim, o documento abrangerá o atendimento aos casos leves, sendo descritas as propostas de disponibilidade de medicamentos, equipamentos e estruturas, e profissionais capacitados', diz o ministério no comunicado.

'As orientações buscam dar suporte aos profissionais de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) e acesso aos usuários mais vulneráveis às melhores práticas que estão sendo aplicadas no Brasil e no mundo', finalizou a pasta, em nota.

Na véspera, antes da demissão de Teich, o presidente Jair Bolsonaro havia dito em uma transmissão por redes sociais que o governo mudaria o protocolo para prescrição massiva da cloroquina para quem contraiu a doença.

Essa mudança no protocolo de uso do medicamento, nos bastidores, é tida como uma das razões para a saída de Teich em menos de um mês no cargo e no momento em que tem havido um expressivo aumento do número de casos e mortes pelo novo coronavírus no país.

Dias atrás, em uma postagem em uma rede social, Teich havia dito que a cloroquina é prescrita para pacientes hospitalizados e outros casos excepcionais e fez um alerta de que o medicamento pode causar eleitos colaterais.

'Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o 'Termo de Consentimento' antes de iniciar o uso da cloroquina', ressalvou.

Apesar da insistência do presidente com a cloroquina, estudos realizados no país e no mundo afora não comprovaram a eficácia da medicação em pacientes com Covid-19.

O antecessor de Teich, Luiz Henrique Mandetta, também questionou o eventual uso mais massivo da cloroquina na doença.

O Brasil registrou nesta sexta-feira um novo recorde diário de casos confirmados de coronavírus, com a contabilização de mais 15.305 infecções, o que eleva o total para 218.223, segundo dados do Ministério da Saúde. As mortes causadas pela doença já somam 14.817 pessoas.

Reuters

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