Atirador palestino mata israelense a tiros na Cisjordânia; soldados matam motorista
Atirador palestino mata israelense a tiros na Cisjordânia; soldados matam motorista
Reuters
20/09/2026
PERTO DE RAMALLAH, Cisjordânia, 20 Set (Reuters) - A violência se intensificou na Cisjordânia ocupada no domingo, quando um suposto atirador palestino matou a tiros um homem israelense, segundo a polícia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino que, segundo as Forças Armadas, tentava atropelá-los.
O atirador abriu fogo de dentro de seu veículo contra israelenses reunidos em uma fonte próxima ao assentamento de Neve Tzuf, perto de Ramallah, segundo as Forças Armadas e a polícia de Israel.
Médicos que chegaram ao local do tiroteio disseram ter encontrado um homem dentro de um carro com ferimentos graves causados por tiros. Ele foi declarado morto no hospital, informou a polícia.
O atirador foi localizado algumas horas depois em um hospital em Ramallah e preso, informou a polícia.
Logo após o tiroteio, as Forças Armadas informaram que suas tropas “eliminaram” um motorista palestino que havia tentado um ataque com atropelamento contra soldados perto do assentamento de Ganim, mais ao norte da Cisjordânia. Nenhum soldado ficou ferido, segundo as autoridades. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a versão dos soldados.
Não ficou claro se os incidentes fatais, ocorridos na véspera do feriado judaico de Yom Kippur, estavam relacionados.
Após os incidentes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter instruído as agências de segurança a reforçarem suas forças e realizarem prisões e ações ofensivas na região.
O grupo militante palestino Hamas elogiou o ataque a tiros, mas não assumiu a responsabilidade pelo mesmo.
A violência tem se intensificado na Cisjordânia desde o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e a subsequente ofensiva militar israelense em Gaza. A violência na Cisjordânia incluiu um aumento acentuado nos ataques de colonos militantes contra palestinos, bem como amplas incursões militares israelenses e ataques palestinos contra israelenses.
(Reportagem de Mohammed Torokman, Lina Obaid e Maayan Lubell)
Reuters

