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Banco da Inglaterra eleva juros pela primeira vez desde 2023 e diz que mais pode vir

Banco da Inglaterra eleva juros pela primeira vez desde 2023 e diz que mais pode vir

Reuters

05/11/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco da Inglaterra em Londres  16 de setembro de 2026. REUTERS/Corey Rudy//Foto de arquivo
Sede do Banco da Inglaterra em Londres 16 de setembro de 2026. REUTERS/Corey Rudy//Foto de arquivo

Por David Milliken e Andy Bruce e Suban ​Abdulla

LONDRES, 5 Nov (Reuters) - O Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em mais de três anos nesta quinta-feira e alertou que pelo menos mais um aumento será provável caso o conflito entre Estados Unidos e Irã continue, ao iniciar uma trajetória que seus principais pares já trilharam.

A inflação britânica deve atingir cerca de 5% em meados do próximo ano, informou o Banco da Inglaterra, mais do que o dobro da meta do banco central e um golpe para o novo primeiro-ministro Andy Burnham, que busca aliviar as pressões sobre o ⁠custo de ⁠vida.

Embora haja poucos indícios até o momento ​de ‌uma inflação mais acelerada fora dos setores diretamente afetados pelos custos mais altos da energia, o Banco da Inglaterra afirmou que a pressão inflacionária resultante de meses de preços elevados da energia exigiu um aumento dos juros neste momento.

“O aumento de hoje ⁠não deve ser visto como o primeiro de uma inevitável e longa sequência ​de aumentos. Mas, a menos que o conflito no Oriente Médio seja resolvido, também ​não parece provável que seja o último aumento”, disse ‌o presidente do banco ​central, Andrew ⁠Bailey.

O Comitê de Política Monetária do banco central votou por 8 a 1 a favor do aumento dos juros de 3,75% para 4%, mas, ao contrário do que indicavam as expectativas de ​uma pesquisa da Reuters, a dissidência não veio de um membro buscando manutenção, mas sim de um que defendia alta ainda maior.

Catherine Mann, que disse no mês passado que o Banco da Inglaterra demorou para tranquilizar os mercados de que tinha controle sobre a inflação, ​votou a favor de um aumento para 4,25%.

O Banco da Inglaterra revisou para cima suas expectativas de crescimento para este ano e o próximo, para 1,6% e 1,3%. A revisão para cima segue dados oficiais fortes deste ano, e o banco central atribuiu parte dessa força aos gastos com inteligência artificial e a um pequeno impulso temporário proveniente do orçamento anual apresentado pelo ministro das Finanças, John Healey, na semana passada.

No entanto, ele agora prevê que a inflação ​atingirá um pico médio de 4,8% no segundo trimestre do próximo ano. Em um cenário mais adverso, ‌no qual os preços do petróleo atinjam ⁠um pico de cerca de US$130 o barril, a inflação chegará a 6,2% no terceiro trimestre de 2027.

No cenário central, não se espera que a inflação retorne a 2% antes do ⁠terceiro trimestre de 2028, seis meses mais tarde do que ⁠o Banco da Inglaterra havia previsto em ⁠julho, quando as projeções ⁠foram ​elaboradas durante uma trégua no conflito entre EUA e Irã, que havia reduzido os custos da energia.

Reuters

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