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Banco Mundial vê resiliência do crescimento global em 2026 apesar de tarifas, mas com dinamismo em declínio

Banco Mundial vê resiliência do crescimento global em 2026 apesar de tarifas, mas com dinamismo em declínio

Reuters

13/01/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Mundial em Washington 20/05/2022. Picture taken with a long exposure. REUTERS/Raphael Satter
Sede do Banco Mundial em Washington 20/05/2022. Picture taken with a long exposure. REUTERS/Raphael Satter

Por David Lawder

WASHINGTON, 13 Jan (Reuters) - A economia global está ⁠se mostrando mais resiliente do que o esperado, com o crescimento do PIB em 2026 devendo melhorar ligeiramente em relação às previsões de junho passado, disse o Banco Mundial nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que alertou que o crescimento está muito concentrado nos países avançados e, em geral, muito fraco para reduzir a pobreza extrema.

O relatório semestral Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial mostra que o crescimento da produção global desacelerará ligeiramente para 2,6% este ano, de 2,7% em 2025, antes de voltar a 2,7% em 2027.

A previsão para o PIB de 2026 aumentou 0,2 ponto percentual ​em relação às últimas previsões divulgadas em junho, enquanto ⁠o crescimento ⁠de 2025 excederá a projeção anterior em 0,4 ponto.

O Banco Mundial disse que cerca de dois terços da revisão para cima refletem o crescimento melhor do que o esperado nos Estados Unidos, apesar dos problemas no comércio causados pelas tarifas. Ele prevê que o crescimento do PIB dos EUA atingirá 2,2% em 2026, em comparação com ‌2,1% em 2025.

Depois que um aumento nas importações para superar as tarifas no início de ​2025 afetou o crescimento dos EUA naquele ano, incentivos ‌fiscais maiores ajudarão o ​crescimento ​em 2026, compensados pelo peso das tarifas sobre o investimento e o consumo, disse o Banco Mundial.

Porém, se as previsões atuais se mantiverem, a década de 2020 está a caminho de ser a mais ​fraca para o crescimento global desde os anos 1960 e será muito baixa para evitar a estagnação e o desemprego nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento, afirmou o credor global.

'A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar crescimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas', disse Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em um comunicado. 'Mas o dinamismo econômico e a resiliência não podem divergir por muito tempo sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito.'

O crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento desacelerará para 4,0% em 2026, em comparação com 4,2% em 2025, aumentos de 0,2 e 0,3 ponto percentual em relação às previsões de junho, respectivamente.

Para o Brasil, a estimativa do Banco Mundial é ⁠de uma expansão de 2,0% em 2026, depois de crescimento de 2,3% em 2025, recuos respectivamente de ‌0,2 e 0,1 ponto percentual em relação ⁠a junho.

Porém, excluindo a China, a taxa de crescimento de 2026 para os mercados emergentes e das economias em desenvolvimento será de 3,7%, sem alterações ante 2025, informou o Banco ‍Mundial.

O crescimento da China diminuirá de 4,9% para 4,4% em 2026, mas ambas as previsões aumentaram 0,4 ponto percentual em relação a ​junho, ‌devido ao estímulo fiscal e ao aumento das exportações para mercados fora dos EUA.

(Reportagem de David Lawder)

Reuters

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