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Bar suíço de incêndio fatal estava há seis anos sem inspeção de segurança

Bar suíço de incêndio fatal estava há seis anos sem inspeção de segurança

Reuters

06/01/2026

Placeholder - loading - Policial em frente ao bar 'Le Constellation' que pegou fogo durante festa do Ano Novo, deixando dezenas de mortos e feridos, na estação de ski de Crans-Montana, na Suíça 02/01/2026 REUTERS/Denis Balib
Policial em frente ao bar 'Le Constellation' que pegou fogo durante festa do Ano Novo, deixando dezenas de mortos e feridos, na estação de ski de Crans-Montana, na Suíça 02/01/2026 REUTERS/Denis Balib

Por Emma Farge e Umit Bektas

CRANS-MONTANA, SUÍÇA, ⁠6 Jan (Reuters) - O bar na Suíça onde 40 pessoas morreram em um incêndio no Ano Novo não foi sujeito a nenhuma inspeção anual de segurança desde 2019, disse o prefeito da estação de esqui de Crans-Montana nesta terça-feira.

As autoridades suíças têm procurado explicações para o incêndio, que destruiu o bar 'Le Constellation' nas primeiras horas de 1º de janeiro. A maioria das vítimas eram adolescentes.

'Lamentamos profundamente. Não tínhamos conhecimento de que as verificações não estavam sendo realizadas', disse o prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, a repórteres, acrescentando que ​os bares da cidade devem passar por essas ⁠inspeções todos ⁠os anos.

Os promotores disseram que o incêndio foi provavelmente causado por velas de faísca que incendiaram o teto do porão do bar, que estava coberto com um material de espuma usado para isolamento acústico.

PROIBIÇÃO DE VELAS DE FAÍSCA

Feraud disse que o 'Le Constellation' havia passado em sua última inspeção em ‌2019. A espuma à prova de som em seu teto foi considerada aceitável ​à época, e um alarme de incêndio não ‌foi exigido devido ao ​tamanho do ​bar.

'Nunca houve nenhuma verificação dessa espuma de isolamento acústico. Nossos agentes de segurança não consideraram isso necessário', disse Feraud.

Ele disse que a lei não obriga as autoridades a verificar ​esses materiais, mas 'os tribunais terão que determinar se isso deveria ter sido feito de qualquer maneira'.

As autoridades estão investigando as duas pessoas que dirigiam o bar por suspeita de crimes, incluindo homicídio por negligência. No domingo, a polícia disse que as circunstâncias não mereciam que eles fossem presos e que não havia risco de fuga.

Feraud disse que as autoridades fecharam outro local administrado pela dupla e que as velas de faísca que provavelmente provocaram o incêndio foram proibidas dentro de estabelecimentos na cidade.

DUAS SAÍDAS

Além dos 40 mortos, pelo menos 116 pessoas ficaram feridas. O grande número de vítimas levou a perguntas sobre se o bar estava superlotado.

Feraud disse que sua capacidade máxima era ⁠de 200 pessoas, com saídas de emergência projetadas para atender a 100 pessoas em cada ‌um de seus dois níveis. Ele ⁠disse não saber se a saída do andar de baixo estava funcionando naquela noite e que os investigadores determinariam isso.

Também foram realizadas inspeções no bar em 2016 ‍e 2018, segundo as autoridades. Antes disso, o prédio que o abriga ficava em um município diferente, disse Feraud, ​apontando ‌para a criação de Crans-Montana em 2017 a partir de uma fusão de quatro municípios.

Reuters

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