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Bayer espera acelerar plano de matéria-prima alternativa para biocombustíveis

Bayer espera acelerar plano de matéria-prima alternativa para biocombustíveis

Reuters

10/06/2026

Placeholder - loading - Logo  da fabricante alemã de produtos farmacêuticos e químicos Bayer AG, composta por 1710 lâmpadas de vidro LED, é vista do lado de fora do parque industrial 'Chempark' da indústria química em Leverk
Logo da fabricante alemã de produtos farmacêuticos e químicos Bayer AG, composta por 1710 lâmpadas de vidro LED, é vista do lado de fora do parque industrial 'Chempark' da indústria química em Leverk

LONDRES, 10 Jun (Reuters) - A Bayer espera ​acelerar um plano para facilitar a produção norte-americana de matérias-primas para biocombustíveis, como a camelina, na esteira da guerra no Irã, informou nesta quarta-feira a gigante farmacêutica e de químicos agrícolas.

A guerra provocou um aumento nos preços dos combustíveis fósseis e, por sua vez, despertou um interesse renovado nos biocombustíveis -- normalmente produzidos a partir de safras como cana-de-açúcar e milho —, como forma de melhorar a segurança energética e, potencialmente, reduzir os custos de energia.

Os biocombustíveis, que ⁠geralmente ⁠são misturados à gasolina ou ao ​diesel, ‌tornam-se mais econômicos quando os preços dos combustíveis fósseis sobem.

As alternativas aos combustíveis fósseis há muito geram debate sobre se a queima de culturas para produzir energia elevará os preços dos alimentos e ⁠as taxas de desmatamento. Isso estimulou a inovação em biocombustíveis de ​segunda geração produzidos a partir de materiais orgânicos que não competem ​com os alimentos.

A camelina, por exemplo, é ‌uma cultura intermediária ​que pode ⁠ser cultivada entre as principais safras ou em terras subutilizadas.

'Nossa meta é produzir alguns milhões de acres de camelina na América do Norte, e estamos avaliando ​a expansão para outras regiões', disse Peter Muller, diretor global de cereais, algodão e canola da Bayer, à Reuters à margem da conferência do Conselho Internacional de Grãos em Londres.

A empresa sediada na Alemanha anunciou ​no mês passado que havia formado uma aliança com a gigante do setor de energia BP para comercializar a camelina para a produção de biodiesel, diesel renovável e combustíveis sustentáveis para aviação.

Muller disse que a empresa esperava atingir sua meta de área plantada de camelina até meados da década de 2030, mas agora espera atingir essa meta mais cedo, devido ao renovado ​interesse nos combustíveis em meio à guerra no Irã.

'Essas decisões foram tomadas em um ‌contexto diferente... Agora, trata-se de ⁠acelerar ainda mais as coisas', disse ele.

Muller acrescentou que a Bayer também está prestes a fechar um acordo com uma empresa que processará ⁠a camelina norte-americana, dando aos agricultores que estão ⁠entrando no setor a confiança de ⁠que haverá um ⁠comprador ​para sua safra.

(Reportagem de May Angel)

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))REUTERS RS

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