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BC monitora efeito indireto do choque do petróleo e diz que ainda não há propagação inflacionária relevante

BC monitora efeito indireto do choque do petróleo e diz que ainda não há propagação inflacionária relevante

Reuters

24/09/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central em Brasília  17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo
Sede do Banco Central em Brasília 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

BRASÍLIA, 24 Set (Reuters) - O ​Banco Central afirmou nesta quinta-feira que o recente choque nos preços do petróleo ainda não gerou propagação inflacionária relevante por meio de efeitos indiretos na economia brasileira, apesar dos impactos diretos sobre preços.

Em suas comunicações, o BC tem apontado que não reagirá a efeitos diretos e momentâneos da ⁠variação ⁠de preços do petróleo ​diante ‌da guerra no Oriente Médio, mas tem enfatizado que não permitirá que esse choque se propague para a inflação do país ⁠de forma perene.

Entre os sinais de que ​não há propagação, a autarquia disse que empresas ​relatam dificuldades para repassar integralmente ‌os aumentos ​de ⁠custos decorrentes do choque. Além disso, segundo o BC, não se observam sinais de aumento da inflação ​em segmentos menos expostos ao aumento do petróleo nem de aceleração de salários de trabalhadores.

O BC ponderou que a avaliação deve ser ​cautelosa, citando preocupação com o aumento das expectativas de mercado para a inflação desde o início do conflito, além de um cenário menos benigno com atividade aquecida e inflação perto do teto da meta.

“Os riscos de propagação não podem ser ​descartados. Nesse contexto, além de acompanhar a própria ‌evolução do atual choque ⁠de preços de petróleo e derivados e seus efeitos primários, é fundamental continuar monitorando possíveis ⁠sinais de sua propagação por ⁠meio de efeitos ⁠de segunda ⁠ordem”, ​disse no documento.

(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira)

Reuters

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