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BCE não deve apressar qualquer alta adicional dos juros, afirma Demarco

BCE não deve apressar qualquer alta adicional dos juros, afirma Demarco

Reuters

01/07/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 16 de março de 2023. REUTERS/Heiko Becker
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 16 de março de 2023. REUTERS/Heiko Becker

Por Balazs Koranyi

SINTRA, PORTUGAL, 1 ​Jul (Reuters) - O Banco Central Europeu não deve apressar qualquer aumento adicional das taxas de juros dada a queda inesperadamente rápida nos preços do petróleo, afirmou o presidente do banco central de Malta, Alexander Demarco, somando-se a um coro cada vez maior de autoridades que pedem cautela.

O BCE elevou as taxas em junho e suas próprias projeções se baseavam em um novo aperto monetário, mas a ⁠rápida ⁠queda nos custos da energia ​nas ‌semanas seguintes reforçou os argumentos a favor de esperar antes de uma segunda alta.

“Nesse ambiente de moderação das pressões sobre os preços, seria prudente não se apressar em ⁠tomar medidas monetárias”, disse Demarco à Reuters à margem do ​Fórum do BCE em Portugal.

Os custos mais baixos da energia ​devem amenizar rapidamente as expectativas de ‌preços e manter ​as ⁠demandas salariais contidas, especialmente porque o crescimento dos salários reais ainda é positivo, mesmo após a inflação ter subido para mais de ​3%, bem acima da meta de 2% do BCE, disse Demarco.

A posição de Demarco reforça os já sólidos argumentos para que o BCE mantenha os juros neste mês, depois que ​diversas autoridades, falando oficialmente e extraoficialmente, pediram paciência.

A única justificativa para antecipar os aumentos dos juros agora seria no caso de efeitos indiretos ou de segunda ordem sobre a inflação maiores do que o previsto, desancoragem das expectativas de inflação ou aumento das demandas salariais, disse Demarco.

“Não estamos observando nada disso; portanto, dadas as ​condições atuais, com os preços do petróleo voltando aos níveis pré-conflito, ‌podemos aguardar o próximo conjunto ⁠de projeções, em vez de correr o risco de prejudicar desnecessariamente o crescimento econômico com outro aumento precipitado dos ⁠juros”, acrescentou ele.

Os mercados financeiros estimam uma ⁠chance em três de um ⁠aumento em julho, ⁠mas ​um movimento até outubro já está totalmente precificado.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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