Brasil e EUA se reúnem e criam grupo de trabalho para avaliar acordo comercial, diz Itamaraty
Brasil e EUA se reúnem e criam grupo de trabalho para avaliar acordo comercial, diz Itamaraty
Reuters
30/09/2026
Atualizada em 30/09/2026
BRASÍLIA, 30 Set (Reuters) - Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos conversaram nesta quarta-feira, à margem de reunião de ministros do Comércio do G20, sobre comércio bilateral e, na busca de um entendimento 'mutuamente satisfatório', decidiram criar um grupo de trabalho para discutir um possível acordo, informou o Itamaraty em nota.
A reunião -- ocorrida entre os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer -- é um desdobramento de telefonema ocorrido em 21 de agosto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.
'Brasil e Estados Unidos reconheceram a importância de avançar na superação dos obstáculos existentes e manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório', diz a nota do Itamaraty.
De acordo com o ministério, o governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para o escopo dos trabalhos, contemplando questões tarifárias e não tarifárias.
'Também foi acordada a criação de um grupo de trabalho para discutir temas relacionados a um possível acordo', acrescentou o ministério.
Em entrevista a jornalistas, Márcio Elias Rosa disse que a reunião foi muito importante porque os dois países conseguiram alcançar um ponto de convergência nas conversas.
'É necessário que tenhamos um escopo definido para aquilo que possa ser, no futuro, um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos', disse.
Em julho, o governo dos EUA adotou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de supostas práticas comerciais desleais. Poucos dias depois, os EUA também aplicaram uma tarifa de 12,5% alegando uma legislação fraca para combater o trabalho forçado. O Brasil rechaça todas as acusações.
(Reportagem de Maria Carolina MarcelloEdição de Alexandre Caverni e Isabel Versiani)
Reuters

