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Desemprego no Brasil atinge mínima da série no 4º tri e bate recorde de baixa na média anual

Desemprego no Brasil atinge mínima da série no 4º tri e bate recorde de baixa na média anual

Reuters

30/01/2026

Placeholder - loading - Pessoas observam anúncios de emprego em poste de luz no centro de São Paulo 30/09/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Pessoas observam anúncios de emprego em poste de luz no centro de São Paulo 30/09/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  30/01/2026

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE ⁠JANEIRO, 30 Jan (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do IBGE ao atingir 5,1% no quarto trimestre, batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025.

O resultado dos três meses até dezembro mostrou queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa de desemprego ficou em 5,6%, e ante o mesmo período do ano passado, de 6,2%, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, a taxa atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em ​2012.

Assim, a taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em ⁠2024 para ⁠5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.

'A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços', explicou a coordenadora do IBGE Adriana Beringuy.

Segundo o IBGE, em um ano a média de pessoas desocupadas caiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões, depois de ter chegado a mais de 14 milhões em 2021 em ‌meio à pandemia de Covid-19.

A população ocupada em 2025 também foi recorde na série histórica, com 102,983 milhões ​de pessoas, frente a 101,309 milhões em 2024.

'O mercado de ‌trabalho seguirá aquecido, sustentando a ​renda e ​o consumo das famílias, mas a taxa de desemprego deverá encerrar 2026 em nível levemente superior ao observado em 2025, refletindo o menor crescimento esperado para este ano', disse Rafael Perez, economista da Suno Research.

QUARTO TRIMESTRE

O resultado do quarto ​trimestre veio com aumento da renda, que chegou a R$3.613, contra R$3.527 entre julho e setembro e R$3.440 no último trimestre de 2024.

O período foi marcado ainda por forte queda de 9,0% no número de desempregados em relação ao terceiro trimestre, chegando a 5,503 milhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, o recuo foi de 17,7%.

Já o total de ocupados avançou 0,6% na comparação trimestral e 1,1% na anual, com 102,998 milhões de pessoas.

'Após queda de ocupação registrada no terceiro trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados', disse Beringuy.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 0,5% nos três meses até dezembro ante o período imediatamente anterior, a 39,409 milhões, enquanto os que não tinham carteira também subiram 0,5%, a 13,565 milhões.

O mercado de trabalho brasileiro ⁠mostrou-se resiliente durante todo o ano de 2025 apesar da taxa de juros elevada, em meio a uma inflação controlada ‌e aumento da renda, e tende a seguir ⁠esse ritmo neste ano.

Esse cenário dificulta o controle sobre a alta dos preços. Na semana passada, o Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou o início do ciclo de cortes de juros em março.

'O mercado ‍de trabalho continua bastante saudável, mas com indícios na margem de que o aperto monetário tem impactado negativamente, o que vai em linha com a ​projeção ‌do Copom de iniciar o ciclo de cortes da Selic na reunião de março', avaliou André Valério, economista sênior do Inter.

Reuters

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