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Brent cai enquanto presidente do Irã discute mediação com chefe do Exército do Paquistão

Brent cai enquanto presidente do Irã discute mediação com chefe do Exército do Paquistão

Reuters

20/10/2026

Placeholder - loading - Uma bomba de extração em operação nos arredores de Midland, no Texas, EUA, em 11 de junho de 2025. REUTERS/Eli Hartman
Uma bomba de extração em operação nos arredores de Midland, no Texas, EUA, em 11 de junho de 2025. REUTERS/Eli Hartman

Por Georgina McCartney

HOUSTON, 20 Out (Reuters) - Os preços do ​petróleo fecharam em queda após atingirem a maior cotação em cinco meses nesta terça-feira, enquanto os operadores avaliavam um encontro entre o presidente iraniano e o chefe do Exército do Paquistão — um importante mediador entre os Estados Unidos e o Irã —, em contraste com os contínuos ataques houthis à infraestrutura saudita e relatos de ataques a embarcações no Golfo.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,69%, a US$108,79. No início do pregão, o contrato com vencimento mais próximo atingiu US$111,99, a maior cotação em cinco meses.

O contrato de novembro do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA, que venceu nesta terça-feira, fechou ⁠com queda ⁠de US$1,87, ou 1,8%, a US$101,79. Esse ​valor ficou ‌abaixo da máxima do pregão, de US$110,48, a maior cotação desde abril para um contrato de vencimento próximo. O contrato de dezembro, mais ativo, fechou com queda de 72 centavos, a US$97,82 o barril.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu os esforços de mediação e ⁠os desdobramentos regionais durante uma reunião com o chefe do Exército do Paquistão, o ​marechal de campo Asim Munir, em Teerã, informou a agência iraniana Nournews nesta terça-feira.

Os esforços ​de mediação do Paquistão resultaram em um acordo de ‌paz provisório assinado em junho. ​Mas ⁠esse acordo rapidamente fracassou em meio a novos confrontos entre o Irã e os EUA semanas depois.

As negociações em Teerã ocorrem em um contexto de ataques contínuos por parte dos houthis do Iêmen, alinhados ao ​Irã, que afirmaram na segunda-feira ter lançado vários ataques contra alvos energéticos, aeroportuários e militares da Arábia Saudita, como uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo petrolífero de Shaybah, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e o aeroporto de Abha.

As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente as alegações ​dos houthis, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente.

“Os preços do petróleo continuam bem sustentados... Isso sugere que o mercado está precificando um prêmio de risco significativo, dada a volatilidade da situação”, afirmaram analistas do ING em uma nota nesta terça-feira.

Pelo menos 18 embarcações teriam sido atacadas ao longo de duas semanas, o que mantém o prêmio de risco intacto, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler em uma nota na segunda-feira.

Também na segunda-feira, um ataque houthi a um campo de ​treinamento das forças de segurança do governo na província de Shabwa, no Iêmen, matou 58 pessoas e feriu ‌mais de 200.

A retomada dos ataques intensificou ⁠os temores quanto à estabilidade regional e ressaltou os riscos contínuos ao abastecimento de energia proveniente da região, mantendo os preços do petróleo acima de US$100 por barril.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ⁠afirmou em comunicado que está “comprometido em concluir a eliminação do regime ⁠iraniano” e conversou com o presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, sobre ⁠o ​assunto no domingo.

(Reportagem adicional de Alex Lawler, em Londres, Anjana Anil, em Bengaluru, e Siyi Liu, em Cingapura)

Reuters

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