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Câmara aprova MP que cria Programa do Gás do Povo, que segue ao Senado

Câmara aprova MP que cria Programa do Gás do Povo, que segue ao Senado

Reuters

02/02/2026

Placeholder - loading - Plenário da Câmara dos Deputados 09/12/2025 REUTERS/Adriano Machado
Plenário da Câmara dos Deputados 09/12/2025 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  02/02/2026

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 2 Fev (Reuters) - A ⁠Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira a medida provisória que cria o Programa Gás do Povo, que prevê a gratuidade na recarga do botijão de GLP de 13kg em revendas credenciadas para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

O programa deve atingir mais de 15 milhões de famílias, segundo o governo, inscritas no CadÚnico com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo.

O texto-base da proposta foi aprovado no início da noite por esmagadora maioria -- ​415 votos favoráveis e 29 contra --, ⁠dada a ⁠popularidade do tema e a proximidade do período eleitoral, em outubro.

Pouco depois da aprovação do texto-base, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, utilizou seu perfil no X para comemorar a aprovação e afirmar que a Câmara deu 'um passo histórico' ao aprovar ‌a MP do Gás do Povo.

'Um programa do governo do Brasil, que ​amplia o acesso ao gás de cozinha, ‌garante dignidade e ​combate de ​forma concreta a pobreza energética', publicou o ministro.

'Serão até 50 milhões de pessoas beneficiadas, cerca de 15,5 milhões de lares, consolidando o maior programa de combate ​à pobreza energética do mundo', acrescentou.

Durante a votação, a medida recebeu pouca resistência, mas houve quem se posicionasse contrário a trechos dela. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ), por exemplo, foi um deles.

'O Partido Novo... é favorável ao brasileiro receber auxílio gás da forma como ele já recebe. Só que o governo quer criar revendas credenciadas para que o brasileiro, em vez de receber o dinheiro, vá a essas revendas credenciadas e retire um botijão', afirmou, criticando a forma de distribuição dos botijões.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) explicou, no entanto, que serão mantidos os benefícios de programa que subsidia a ⁠compra de 50% do gás.

'O auxílio financeiro não acabou, ele continua... A diferença ‌é que o auxílio financeiro corresponde ⁠a apenas metade do valor, enquanto a troca do botijão de gás tem gratuidade integral, é 100%. Há apenas essa diferença', explicou.

Editada em ‍setembro do ano passado, a MP segue agora para o Senado. Ela corre o risco de perder ​a ‌validade se não for votada pelo Senado até o dia 11 de fevereiro.

Reuters

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