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Casas Bahia espera 2027 pior que 2026, diz presidente

Casas Bahia espera 2027 pior que 2026, diz presidente

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Vista da megastore da Casas Bahia durante o dia da inauguração, no Rio de Janeiro, em 4 de dezembro de 2009 REUTERS/Sergio Moraes
Vista da megastore da Casas Bahia durante o dia da inauguração, no Rio de Janeiro, em 4 de dezembro de 2009 REUTERS/Sergio Moraes

Atualizada em  18/08/2026

SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) - A Casas Bahia ​está trabalhando com um cenário para 2027 mais difícil do que este ano, e o plano de fechamento de quase 300 lojas foi organizado com base nessa visão, em que se espera piora nas condições de crédito do consumidor, disse o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, nesta segunda-feira.

'Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026', disse o executivo durante conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma do setor a pedir ⁠recuperação ⁠judicial.

'O endividamento vai continuar e algumas ​alavancas que ‌deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito', acrescentou o executivo, citando que a Casas Bahia está cada vez mais restritiva ⁠na concessão de financiamentos aos consumidores.

A companhia anunciou no final de ​semana pedido de recuperação judicial junto com fechamento de cerca de 30% ​de seu parque de lojas, ou 298 unidades.

Segundo ‌Franklin, os fechamentos ​foram feitos ⁠em 'onda única', já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para 'não gerar ansiedade por mais ajustes'. O executivo afirmou que com os fechamentos, a rede ​eliminou 'todas as lojas que estavam na UTI'.

Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, Franklin citou que a rede vai se concentrar em priorizar margens de lucro nos canais online e reduzir volume de vendas ​não rentáveis.

Ele afirmou durante a conferência que os marketplaces são 'viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital'.

No ano passado, a Casas Bahia acertou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação online.

Analistas do Citi afirmaram em relatório a clientes que o pedido de recuperação da Casas Bahia é marginalmente negativo para o Mercado Livre e que uma alternativa para suprir a empresa no segmento de ​eletroeletrônicos poderia ser uma 'futura parceria com o Magazine Luiza, que atualmente mantém um acordo ‌comercial semelhante com a Amazon'.

Apesar disso, ⁠segundo os analistas, o Mercado Livre poderá se beneficiar de um cenário de melhor negociação com fornecedores.

Além do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, ⁠a Lojas Marabraz anunciou nesta segunda-feira que ingressou ⁠no fim de semana com medida semelhante ⁠na Justiça em ⁠São ​Paulo em meio a dívidas de R$140 milhões.

(Por Alberto Alerigi Jr.Edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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