CÉLINE DION REVELA QUE PASSOU ANOS ENFRENTANDO SINTOMAS ANTES DE DESCOBRIR SÍNDROME RARA
Cantora contou que as crises chegaram a comprometer sua mobilidade e que precisou de medicamentos para conseguir manter a rotina
Bruna Valle
18/08/2026
Céline Dion revelou novos detalhes sobre o período em que conviveu com os sintomas da síndrome da pessoa rígida, condição neurológica rara que só foi diagnosticada oficialmente em 2022. Em entrevista à Harper's BAZAAR, a cantora contou que passou cerca de 17 anos tentando entender o que estava acontecendo com seu corpo.
Dor e dificuldade para andar
Segundo Céline, houve momentos em que os sintomas eram tão intensos que ela praticamente não conseguia caminhar. As crises também provocavam dores fortes e comprometiam atividades que antes faziam parte de sua rotina.
A artista contou que chegou a utilizar doses elevadas de Valium, medicamento à base de diazepam, usado principalmente para tratar ansiedade, espasmos musculares e outros quadros específicos, para conseguir lidar com as crises.
Céline também explicou que prefere não definir a síndrome como uma doença. Para ela, trata-se de uma condição progressiva com a qual precisou aprender a conviver.
Uma condição extremamente rara
A síndrome da pessoa rígida é uma doença neurológica rara que afeta aproximadamente uma pessoa a cada milhão. O quadro pode provocar rigidez muscular, espasmos, dores intensas e dificuldades de movimentação.
Em casos mais graves, os espasmos podem ser bastante violentos e provocar lesões. A condição também pode estar associada a ansiedade e ao aumento da sensibilidade a estímulos externos.
No caso de Céline, os sintomas tiveram impacto direto em sua carreira. A cantora precisou interromper apresentações e reduzir suas atividades enquanto buscava tratamento e formas de controlar o quadro.
Os filhos ajudaram Céline a enfrentar o momento mais difícil
Durante a entrevista, a cantora também falou sobre os três filhos: René-Charles, de 25 anos, e os gêmeos Nelson e Eddy, de 15.
Céline perdeu o marido, René Angélil, em 2016, vítima de câncer. Diante da própria condição de saúde, ela contou que uma de suas maiores preocupações era não deixar os filhos ainda mais assustados depois da perda do pai.
A artista procurou explicar a eles que tinha uma condição de saúde, mas que isso não significava que iria morrer. Para Céline, conversar abertamente com os filhos foi uma maneira de ajudá-los a compreender o que estava acontecendo.
A volta aos palcos
Mesmo com as dificuldades, Céline vem reconstruindo gradualmente sua relação com os palcos. Parte dessa trajetória foi registrada no documentário I Am: Céline Dion, lançado em 2024, que mostrou momentos do tratamento e da preparação da cantora para voltar a se apresentar.
Um dos momentos mais marcantes dessa retomada aconteceu na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Na ocasião, Céline cantou Hymne à l'Amour diante da Torre Eiffel, em uma apresentação que marcou seu retorno aos grandes eventos musicais.
Desde então, ela também voltou a aparecer em eventos e apresentações especiais e lançou, em julho deste ano, a música Bonjour, Pardon, Merci, em francês.
Cantora se prepara para novos shows
Agora, Céline Dion se prepara para uma nova temporada de apresentações em Paris. O retorno representa uma nova etapa depois de anos de afastamento provocados pelos problemas de saúde.
A cantora afirmou estar animada com a possibilidade de reencontrar o público e resumiu o atual momento de maneira positiva: está feliz, se sentindo forte e pronta para voltar aos palcos.


