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China defende que mais vozes do Sul Global sejam ouvidas nas Nações Unidas

China defende que mais vozes do Sul Global sejam ouvidas nas Nações Unidas

Reuters

17/06/2026

Placeholder - loading - Ministro das Relações Exteriores da China Wang Yi na sede da ONU, em Nova York  26 de maio de 2026   REUTERS/Shannon Stapleton
Ministro das Relações Exteriores da China Wang Yi na sede da ONU, em Nova York 26 de maio de 2026 REUTERS/Shannon Stapleton

PEQUIM, 17 Jun (Reuters) - Os mercados ​emergentes sofrem com uma representação inadequada nas Nações Unidas, cuja autoridade é cada vez mais contestada pelo agravamento das disputas políticas e econômicas em todo o mundo, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Os comentários, que incluíram uma breve menção aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, mas poucos detalhes, ⁠foram ⁠feitos em uma rara ​coletiva de ‌imprensa em Pequim para o lançamento de um livro branco que delineia maneiras de tornar a governança global mais justa e equitativa.

“Os países, sejam ⁠grandes ou pequenos, fortes ou fracos, desenvolvidos ou ​em desenvolvimento, são membros iguais da comunidade internacional”, afirmou ​Wang, pedindo que mais vozes ‌do Sul Global ​sejam ouvidas.

Novos ⁠desafios que se sucedem rapidamente trazem crises globais interligadas, disse Wang, acrescentando: “O navio da civilização entrou em águas perigosas, ​com recifes ocultos e tempestades violentas.”

As disputas revelam conflitos profundamente enraizados, enquanto “eventos do tipo cisne negro e rinoceronte cinza” surgem continuamente, disse ele, referindo-se a ​eventos inesperados ou ameaças que são ignoradas apesar de sua visibilidade.

A China costuma tentar se mostrar como pacificadora tanto nos conflitos do Oriente Médio quanto na Ucrânia, promovendo o diálogo ao se apresentar como um pilar da estabilidade global e um ator diplomático indispensável.

É o maior comprador ​de petróleo iraniano e russo, incluindo suprimentos por gasodutos e ‌embarcações marítimas.

O livro branco ⁠visa construir um consenso internacional sobre respostas eficazes aos desafios globais, disse Wang, e a defesa da autoridade ⁠e do status das Nações ⁠Unidas é fundamental para o ⁠sucesso da ⁠iniciativa.

(Reportagem ​de Joe Cash em Pequim e da Redação de Pequim)

Reuters

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