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China tributa preservativos e medicamentos contraceptivos em tentativa de estimular taxa de natalidade

China tributa preservativos e medicamentos contraceptivos em tentativa de estimular taxa de natalidade

Reuters

02/01/2026

Placeholder - loading - Loja de produtos para bebês em Xangai  1/6/2021    REUTERS/Aly Song
Loja de produtos para bebês em Xangai 1/6/2021 REUTERS/Aly Song

HONG KONG, 2 Jan (Reuters) - A ⁠China removeu uma isenção de impostos de três décadas sobre medicamentos e dispositivos anticoncepcionais a partir de 1º de janeiro, em novas medidas para estimular uma taxa de natalidade em declínio.

Os preservativos e as pílulas anticoncepcionais agora estão sujeitos ao imposto sobre valor agregado de 13%, a taxa padrão para a maioria dos ​bens de consumo.

A medida ⁠ocorre em ⁠um momento em que Pequim busca aumentar as taxas de natalidade na segunda maior economia do mundo. A população da China caiu pelo terceiro ano consecutivo em 2024 e os ‌especialistas alertaram que a queda continuará.

A China isentou ​os subsídios para creches do ‌imposto de ​renda de ​pessoas físicas e lançou um subsídio anual para creches no ano passado, após uma série de medidas 'favoráveis à ​fertilidade' em 2024, como a solicitação para que faculdades ofereçam 'educação amorosa' para retratar o casamento, o amor, a fertilidade e a família de forma positiva.

Importantes líderes se comprometeram novamente no mês passado, na Conferência Central de Trabalho Econômico anual, a promover 'atitudes positivas em relação ao casamento e à maternidade' para estabilizar as taxas de natalidade.

As taxas de natalidade da China vêm caindo há décadas como resultado ⁠da política do filho único implementada pela China de ‌1980 a 2015 e ⁠da rápida urbanização.

O alto custo dos cuidados com os filhos e da educação, bem como a ‍incerteza no emprego e a desaceleração da economia também desencorajaram muitos jovens ​chineses ‌a se casarem e constituírem família.

(Reportagem de Clare Jim)

Reuters

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