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Commerzbank diz estar “convencido” de que acordo com UniCredit geraria valor

Commerzbank diz estar “convencido” de que acordo com UniCredit geraria valor

Reuters

05/11/2026

Placeholder - loading - Logo do Commerzbank em agência em Colônia, na Alemanha 16 de março de 2026 REUTERS/Thilo Schmuelgen
Logo do Commerzbank em agência em Colônia, na Alemanha 16 de março de 2026 REUTERS/Thilo Schmuelgen

Por Tom Sims e Philipp Krach

FRANKFURT, 5 Nov (Reuters) - O ​banco alemão Commerzbank , prestes a ser adquirido pelo italiano UniCredit , afirmou nesta quinta-feira estar “convencido” de que um acordo entre os dois bancos geraria valor, adotando uma postura visivelmente mais otimista em relação a uma possível fusão.

A presidente-executiva do Commerzbank fez a declaração no momento em que o banco divulgou um aumento de 45% no lucro do terceiro trimestre, completando o que chamou de seus melhores nove meses da história.

“Estamos convencidos de que, juntos com o UniCredit, podemos gerar valor ao aproveitar de forma consistente os pontos fortes de ambos os bancos”, disse a presidente-executiva Bettina Orlopp.

O banco informou que espera que a oferta de aquisição ⁠do UniCredit seja ⁠concluída “nos próximos meses” e afirmou, em uma ​apresentação para ‌investidores, que enxerga “alavancas tangíveis de custo e receita”.

O Commerzbank, após meses resistindo a qualquer oferta de aquisição, agora está em negociações com o UniCredit sobre um acordo entre o segundo maior banco da Itália e o segundo maior da Alemanha.

O Commerzbank suavizou sua postura recentemente, com Orlopp ⁠declarando que uma aliança com o UniCredit poderia gerar valor para ambas as partes. ​A mudança de tom ocorreu semanas depois que o UniCredit divulgou que controlava uma participação de ​quase 48% no banco, alvo de sua oferta hostil ‌de 45 bilhões de euros.

Desde ​então, o ⁠Banco Central Europeu deu sinal verde para o acordo, eliminando um importante obstáculo regulatório.

“Os acionistas se beneficiam de nossos resultados e do potencial adicional dentro do Grupo UniCredit”, afirmou o Commerzbank nesta quinta-feira.

Mas as tensões persistem. ​O presidente-executivo do UniCredit, Andrea Orcel, não quer que Orlopp permaneça como presidente-executiva do Commerzbank e se opõe a que Berlim mantenha dois assentos no conselho fiscal — uma exigência do governo alemão, que ainda detém uma participação de 13,3% no Commerzbank, adquirida por meio de um resgate financeiro durante a crise ​financeira global.

Os funcionários do Commerzbank, desgastados por várias rodadas de cortes de pessoal decorrentes da reestruturação, temem a perda de postos de trabalho.

“O que ainda falta é um preço justo, uma consideração justa dos interesses de todas as partes envolvidas, bem como um plano para sinergias confiáveis e uma integração viável e significativa para o Commerzbank”, escreveu Alexander Michaut, dirigente do sindicato DBV e membro do conselho de trabalhadores do Commerzbank, em um folheto dirigido aos membros do sindicato.

Enquanto isso, o UniCredit tem procurado acalmar uma grande ​preocupação entre os executivos alemães de que o UniCredit possa virar as costas para o setor empresarial alemão no ‌caso de uma aquisição.

O Commerzbank é o ⁠mais recente banco europeu a divulgar seus resultados trimestrais. Vários bancos superaram as previsões de lucro, incluindo seu principal concorrente alemão, o Deutsche Bank.

O lucro líquido de 859 milhões de euros (US$967,32 milhões) no ⁠trimestre se compara a um lucro de 591 milhões de euros ⁠no mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam, em ⁠média, um lucro de ⁠864 ​milhões de euros, de acordo com uma previsão consensual publicada pelo Commerzbank.

(Reportagem de Tom Sims e Philipp Krach)

Reuters

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