COMO MARK RONSON IMPRIMIU SUA MARCA NO POP DAS ÚLTIMAS DÉCADAS
AOS 51 ANOS, PRODUTOR TRANSFORMOU REFERÊNCIAS DO PASSADO EM SUCESSOS DE AMY WINEHOUSE, BRUNO MARS, LADY GAGA, MILEY CYRUS E DUA LIPA
João Carlos
04/09/2026
Mark Ronson completa 51 anos nesta sexta-feira, 4 de setembro, com uma carreira construída de uma maneira pouco comum no pop: ele se tornou reconhecível sem fazer todos os artistas que produz soarem iguais. Nascido em Londres em 1975 e criado musicalmente também na cena de DJs de Nova York, Ronson aprendeu cedo a misturar épocas, estilos e referências.
Essa talvez seja a principal característica do seu trabalho. Soul, funk, disco, rock e R&B de outras décadas aparecem constantemente em suas produções, mas quase nunca como simples nostalgia. Ronson reorganiza essas referências para o presente e, principalmente, procura preservar a personalidade de quem está diante do microfone.
A ampla obra: de Amy Winehouse a Bruno Mars

Crédito da imagem: Reprodução/Amazon
A parceria com Amy Winehouse foi decisiva. Ronson produziu seis faixas de Back to Black, incluindo “Rehab”, e ajudou a construir uma sonoridade inspirada no soul e no R&B dos anos 1960, mas perfeitamente integrada ao pop dos anos 2000. O trabalho rendeu a ele o Grammy de Produtor do Ano, Não Clássico.

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Anos depois, essa capacidade de revisitar o passado voltou a aparecer em escala gigantesca com “Uptown Funk”, parceria com Bruno Mars. Funk, boogie e R&B foram colocados em uma produção contemporânea que permaneceu 14 semanas no primeiro lugar da Billboard Hot 100.

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Mas Ronson não ficou preso a uma única fórmula. Trabalhou com Lady Gaga em Joanne e também participou da composição de “Shallow”, de Nasce Uma Estrela, trabalho que lhe rendeu outro Grammy.

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Com Miley Cyrus, lançou “Nothing Breaks Like a Heart”, misturando elementos de country, disco e pop eletrônico.

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Mais recentemente, foi um dos nomes centrais na música de Barbie. Ao lado de Andrew Wyatt, participou da construção da trilha e da produção de “Dance the Night”, de Dua Lipa, novamente recuperando elementos da disco music sem transformar a faixa em uma reprodução do passado.
A assinatura que quase não aparece

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Talvez aí esteja o segredo de Mark Ronson: sua marca está menos em um som específico e mais na maneira de encontrar a identidade sonora certa para cada artista.
Amy Winehouse continuou soando como Amy Winehouse. Bruno Mars permaneceu Bruno Mars. Gaga, Miley e Dua Lipa também conservaram identidades completamente diferentes.
E, enquanto os artistas ocupavam o centro do palco, Ronson construiu silenciosamente um currículo que hoje soma nove Grammys e 18 indicações.


