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Coreia do Norte diz que política hostil dos EUA segue inalterada e promete intensificar força nuclear

Coreia do Norte diz que política hostil dos EUA segue inalterada e promete intensificar força nuclear

Reuters

31/08/2026

Placeholder - loading - Imagem de satélite mostra fábrica de produção de material nuclear em Yongbyon, na Coreia do Norte   17 de maio de 2026      Planet Labs PBC/Divulgação via REUTERS
Imagem de satélite mostra fábrica de produção de material nuclear em Yongbyon, na Coreia do Norte 17 de maio de 2026 Planet Labs PBC/Divulgação via REUTERS

Por Kyu-seok Shim

SEUL, 31 Ago (Reuters) - A ​Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que a política hostil dos Estados Unidos permanece inalterada e prometeu continuar intensificando sua força nuclear, rejeitando os repetidos apelos dos EUA pela desnuclearização do país.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acusou Washington de manter uma postura de confronto por meio de seu compromisso com a “desnuclearização completa” da Coreia do Norte, das críticas ao histórico de direitos humanos do país ⁠e ⁠dos exercícios militares conjuntos planejados com ​a Coreia ‌do Sul e o Japão.

“O governo Trump, portanto, reafirmou plenamente sua política hostil e imutável de violar arbitrariamente a soberania, o sistema político e os interesses de segurança da RPDC”, disse o porta-voz, ⁠utilizando as iniciais do nome oficial da Coreia do Norte, República ​Popular Democrática da Coreia.

O porta-voz afirmou que as armas nucleares da ​Coreia do Norte são “uma garantia absoluta para ‌a defesa de sua ​soberania” ⁠e que seu status nuclear não seria enfraquecido pelas repetidas exigências de desnuclearização dos EUA.

O porta-voz também disse que esperar qualquer amenização das tensões regionais era “inútil”.

Da ​mesma forma, “não há mudança” na política da Coreia do Norte em relação aos EUA, segundo o porta-voz.

A declaração foi feita depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou neste mês uma redução significativa dos exercícios ​anuais “Ulchi Freedom Shield” entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Trump citou seu “ótimo relacionamento” com o líder norte-coreano Kim Jong Un e disse que os exercícios eram caros e enviavam um sinal desnecessariamente hostil a Pyongyang.

Trump vem buscando uma nova cúpula com o líder norte-coreano. Os dois se encontraram três vezes em 2018 e 2019.

Apesar da redução dos exercícios, Kim Yo Jong, ​irmã do líder norte-coreano, disse neste mês que os exercícios continuavam sendo provocativos ‌e agressivos, mesmo que sua ⁠escala e duração fossem reduzidas.

Separadamente, EUA, Coreia do Sul e Japão devem realizar o exercício “Freedom Edge”, que visa melhorar a coordenação contra ameaças nucleares ⁠e de mísseis, de 7 a 11 de ⁠setembro, segundo as Forças Armadas de ⁠Seul. A Coreia ⁠do ​Norte tem denunciado repetidamente o exercício trilateral como uma ameaça à segurança regional.

Reuters

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