Cortes de juros até agora ajudam emprego enquanto se aguarda 'última etapa' da inflação, diz Barkin, do Fed
Cortes de juros até agora ajudam emprego enquanto se aguarda 'última etapa' da inflação, diz Barkin, do Fed
Reuters
03/02/2026
Por Howard Schneider
COLUMBIA, CAROLINA DO SUL, 3 Fev (Reuters) - Os cortes nas taxas de juros promovidos até o momento pelo Federal Reserve ajudaram a garantir a saúde do mercado de trabalho, enquanto a instituição tenta completar 'a última etapa' para reconduzir a inflação à meta de 2%, afirmou nesta terça-feira o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin.
Os cortes de 1,75 ponto percentual aprovados desde 2024 'foram uma medida de segurança para apoiar o mercado de trabalho, enquanto trabalhamos para concluir a última etapa e trazer a inflação de volta à meta', disse Barkin, que não vota nas decisões sobre juros neste ano.
Ele observou que a taxa de desemprego permanece baixa em comparação com os padrões históricos, enquanto a inflação segue cerca de um ponto percentual acima da meta, mas espera-se que diminua nos próximos meses.
'Até agora, tudo bem', disse Barkin, acrescentando que o Fed precisava concluir a tarefa de reconduzir a inflação a 2%, após quase cinco anos sem atingir a meta.
'A inflação... continua acima da nossa meta. Isso ocorre desde 2021', disse Barkin em comentários preparados para serem apresentados a um grupo educacional da Carolina do Sul. 'Levo esse descumprimento persistente da meta muito a sério... Os números da inflação de hoje, independentemente do 'motivo', influenciam significativamente a inflação de amanhã.'
Apesar de Barkin não votar este ano, seus comentários são consistentes com a pausa contínua nos cortes de juros, enquanto o Fed aguarda dados que confirmem a esperada queda na inflação este ano. A instituição também está no meio de uma transição para um novo chair, com a nomeação do ex-diretor Kevin Warsh na semana passada para substituir o atual mandatário, Jerome Powell.
Barkin afirmou que espera que a economia permaneça resiliente em 2026, com um 'estímulo significativo' vindo na forma de desregulamentação e reduções de impostos, e com as empresas dizendo estar confiantes na demanda contínua.
'É difícil imaginar consumidores e empresas ficando de fora', disse Barkin. As empresas 'dizem que a demanda está boa', acrescentou. 'A maioria das empresas com as quais converso ainda não está fazendo demissões em larga escala.'
O recente aumento da produtividade, disse ele, também deve ajudar a conter a inflação, porque 'as empresas podem suportar custos de insumos mais altos sem sofrer tanta pressão para aumentar os preços'.
(Reportagem de Howard Schneider)
Reuters


