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Crise de fome no Haiti se aprofunda e quase 6 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda

Crise de fome no Haiti se aprofunda e quase 6 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda

Reuters

16/04/2026

Placeholder - loading - Pessoas se reúnem para receber alimentos em abrigo temporário em Porto Príncipe, Haiti 4 de outubro de 2024 REUTERS/Jean Feguens Regala
Pessoas se reúnem para receber alimentos em abrigo temporário em Porto Príncipe, Haiti 4 de outubro de 2024 REUTERS/Jean Feguens Regala

PORT-AU-PRINCE, 16 Abr (Reuters) - É esperado que ​quase 6 milhões de pessoas no Haiti enfrentem insegurança alimentar aguda nos próximos meses, ressaltando como a violência das gangues, o deslocamento em massa e a pressão econômica estão mantendo o país caribenho sob o domínio de uma crise humanitária cada vez mais profunda, de acordo com uma nova avaliação publicada nesta quinta-feira.

Cerca de 5,8 milhões de haitianos — mais da metade da população — enfrentam insegurança alimentar aguda, informou a ⁠Classificação ⁠Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC, ​na ‌sigla em inglês). Mais de 1,8 milhão deles estão na fase de emergência e precisam urgentemente de assistência alimentar.

A crise foi acentuada pelo agravamento da insegurança, choques econômicos e repetidas turbulências ⁠nos mercados e na agricultura, segundo o relatório. Os grupos ​armados expandiram seu controle em algumas partes do país, enquanto ​mais de 1,4 milhão de pessoas foram ‌deslocadas, prejudicando o ​fornecimento de ⁠alimentos e empurrando as famílias vulneráveis ainda mais para a fome.

A última projeção do IPC está um pouco abaixo de uma estimativa anterior ​de 5,91 milhões de pessoas que enfrentam insegurança alimentar aguda, e o número na categoria de emergência também diminuiu, melhorias que as agências associaram, em parte, à assistência alimentar, à redução da inflação ​e às melhores condições de colheita em algumas áreas.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) afirmou que a ajuda alimentar contínua ajudou cerca de 200.000 haitianos a sair dos níveis emergenciais de fome desde o ano passado, mas os grupos de ajuda disseram que alguns ganhos recentes eram frágeis.

'O combate à fome é essencial para restaurar a estabilidade no Haiti. ​Não podemos construir a paz se as famílias não puderem alimentar seus ‌filhos', disse o diretor nacional ⁠do PMA no Haiti, Wanja Kaaria, em um comunicado.

As agências humanitárias advertiram que as condições poderiam se deteriorar novamente sem mais ⁠apoio, citando o aumento nos preços globais dos ⁠combustíveis causado pela guerra contra ⁠o Irã, que ⁠sobrecarregou ​ainda mais os custos de transporte e produção agrícola.

(Reportagem de Harold Isaac)

Reuters

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