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Cuba está em comunicação com EUA, diz diplomata cubano, enquanto Trump aperta o cerco

Cuba está em comunicação com EUA, diz diplomata cubano, enquanto Trump aperta o cerco

Reuters

02/02/2026

Placeholder - loading - O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernandez de Cossio 2 de fevereiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez
O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernandez de Cossio 2 de fevereiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez

Por Dave Sherwood

HAVANA, 2 Fev (Reuters) - Cuba e os ⁠Estados Unidos estão em comunicação, disse um diplomata cubano à Reuters nesta segunda-feira, embora ele tenha afirmado que as trocas ainda não evoluíram para um “diálogo” formal.

Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, disse à Reuters que o governo dos EUA estava ciente de que Cuba estava “pronta para um diálogo sério, significativo e responsável”.

“Tivemos troca de mensagens, temos embaixadas, tivemos comunicações, mas não podemos dizer que tivemos uma mesa de diálogo”, disse Cossío à Reuters em entrevista no prédio do Ministério das Relações Exteriores ​em Havana.

As declarações de Cossío nesta segunda-feira representam ⁠a primeira ⁠indicação de Cuba de que os dois lados estão em conversações, mesmo que de forma limitada, após as tensões que surgiram em janeiro entre os dois países, após a captura pelos EUA do líder venezuelano Nicolás Maduro, há muito um aliado próximo de Cuba.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ‌no domingo que os Estados Unidos haviam iniciado conversas com “as pessoas mais importantes ​de Cuba”, dias depois de declarar Cuba “uma ameaça ‌incomum e extraordinária” ​à segurança ​nacional dos EUA e ameaçar com tarifas sobre as exportações para os EUA de qualquer nação que enviasse petróleo para a ilha comunista.

“Acho que vamos fazer um acordo com Cuba”, ​disse Trump a repórteres em sua propriedade Mar-a-Lago, na Flórida, no domingo.

Cuba havia negado anteriormente qualquer negociação com os Estados Unidos.

PROBLEMAS COM O PETRÓLEO

O atrito aumentou nas últimas semanas, à medida que os EUA passaram a bloquear todo o petróleo que chegava a Cuba, incluindo o proveniente da aliada Venezuela, elevando os preços dos alimentos e do transporte e provocando grave escassez de combustível e horas de apagões, mesmo na capital Havana.

Trump disse nesta segunda-feira que o México deixaria de enviar petróleo para Cuba, intensificando a campanha de pressão sobre a nação caribenha.

Cossío disse que espera que a pressão dos EUA para interromper as exportações de combustível para Cuba acabe por sair ⁠pela culatra.

“Os EUA... estão tentando forçar todos os países do mundo a não fornecer combustível ‌a Cuba. Isso pode ser sustentável ⁠a longo prazo?”, questionou Cossío à Reuters. “Todos os países do mundo vão aceitar que os EUA lhes digam para quem podem exportar seus produtos nacionais?”

Os dois países ‍vizinhos estão em desacordo desde a revolução de 1959 do ex-líder Fidel Castro, mas uma crise econômica devastadora na ​ilha ‌e a pressão crescente do governo Trump levaram o conflito a um ponto crítico recentemente.

Reuters

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