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Cúpula de junho do G7 incluirá Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia, mas não a China, diz França

Cúpula de junho do G7 incluirá Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia, mas não a China, diz França

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Presidente francês Emmanuel Macron   24/3/2026   REUTERS/Abdul Saboor
Presidente francês Emmanuel Macron 24/3/2026 REUTERS/Abdul Saboor

Por Michel Rose

PARIS, 26 Mar (Reuters) - A França ​receberá os líderes de Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia na cúpula dos líderes do G7 em Évian-les-Bains, em junho, uma medida que, segundo Paris, visa ampliar o apoio à sua meta de corrigir os desequilíbrios econômicos globais.

No centro da iniciativa da França está um esforço para evitar uma 'crise financeira maciça', ao instar a China -- que será notada por sua ausência -- a impulsionar a demanda doméstica e reduzir ⁠suas ⁠exportações desestabilizadoras, e pedir aos EUA ​que ‌reduzam seus déficits e à Europa que produza mais e economize menos.

Essas ambições de longo prazo correm o risco de serem ofuscadas, no entanto, por pressões mais imediatas, com a ⁠cúpula se desenrolando em meio a um choque energético causado ​pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, enquanto ​a relevância do próprio G7 está ‌sendo cada vez mais ​questionada.

'Não ⁠sabemos onde a crise do Irã estará em junho', disse um assessor do presidente Emmanuel Macron. 'Independentemente de sua evolução, teremos que lidar com suas ​consequências energéticas e econômicas.'

A China não participará da cúpula de 15 a 17 de junho e continua a questionar a legitimidade do G7 como um 'clube de países ricos', disseram autoridades francesas.

A França, ​que havia tentado convidar Pequim, de acordo com fontes diplomáticas, 'envolverá' a China por meio de canais separados, afirmou uma autoridade, acrescentando que também é do interesse da China evitar um confronto.

'O risco para a China é ver os mercados globais, e os mercados europeus, se fecharem para ela', disse a autoridade.

Em vez disso, os países convidados são todos ​democracias e economias de mercado que seguem as regras da cooperação internacional, ‌acrescentou.

A incerteza aumenta ainda mais ⁠com a dúvida se o presidente dos EUA, Donald Trump, cujo uso de ameaças tarifárias abalou aliados e rivais, sem falar nos ⁠mercados mundiais, comparecerá.

'Não farei nenhuma previsão, mas ⁠se Trump não comparecer, também ⁠faz sentido -- é ⁠uma ​nova realidade internacional e precisamos nos organizar de acordo', declarou a autoridade.

Reuters

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