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DeepSeek deve fazer apresentação ao Conselho de Segurança da ONU sobre IA

DeepSeek deve fazer apresentação ao Conselho de Segurança da ONU sobre IA

Reuters

22/09/2026

Placeholder - loading - Victor Chen, pesquisador sênior da DeepSeek, em evento na China. REUTERS/Tingshu Wang
Victor Chen, pesquisador sênior da DeepSeek, em evento na China. REUTERS/Tingshu Wang

Por Laurie Chen

PEQUIM, 22 Set (Reuters) - A startup chinesa ​de inteligência artificial DeepSeek estará entre as empresas que farão uma apresentação ao Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta semana sobre os riscos representados pela inteligência artificial, disseram duas fontes a par do assunto.

O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, deve se reunir na quarta-feira para discutir IA e segurança internacional, semanas depois que vários líderes do setor de IA pediram uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia, alertando que ela pode em breve se aperfeiçoar por conta própria e escapar do controle humano.

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, planeja fazer uma apresentação na ⁠reunião, na ⁠qual diplomatas também esperam a participação de ​representantes de ‌alto escalão da Anthropic, informou a Reuters na semana passada.

A DeepSeek e outras empresas chinesas de IA, incluindo Moonshot, foram convidadas a fazerem apresentações, disse uma das fontes.

O fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, não planeja comparecer, disse a fonte, alertando que os planos ⁠ainda são provisórios e podem mudar no último minuto.

DeepSeek e Moonshot não comentaram ​o assunto.

O Conselho de Segurança da ONU, encarregado de manter a paz e a segurança ​internacionais, reuniu-se pela primeira vez para discutir os riscos ‌da inteligência artificial em ​2023. ⁠Na ocasião, a China alertou que a tecnologia não deveria se tornar um “cavalo fora de controle”, e os Estados Unidos defenderam que ela não deve ser usada para censurar ou reprimir as pessoas.

O secretário-geral da ​ONU, António Guterres, alertou os líderes mundiais na semana passada que o rápido avanço da IA representa riscos que não podem ser ignorados, colocando-o em desacordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, que argumentou que as salvaguardas existentes são suficientes e que a China se ​beneficiará das dúvidas lançadas sobre o desenvolvimento da IA.

A mídia estatal chinesa rejeitou os apelos por uma desaceleração no desenvolvimento da IA, classificando-os como provenientes de um “manual da Guerra Fria”, com o objetivo de preservar o domínio de Washington em tecnologia de ponta e excluir Pequim do sistema global de governança da IA.

Ao contrário dos líderes de empresas pioneiras dos EUA, como OpenAI e Anthropic, os chefes das principais empresas chinesas de desenvolvimento de modelos de IA raramente expressam publicamente ​a possibilidade de que sistemas de IA cada vez mais capazes possam enganar os seres humanos, escapar ‌ao controle ou causar danos catastróficos.

Eles também ⁠permaneceram em grande parte em silêncio sobre esses riscos desde que o debate se intensificou nos EUA neste mês.

Autoridades de alto escalão dos EUA e da China concordaram em realizar ⁠novas negociações sobre segurança em IA, afirmou o secretário do ⁠Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na segunda-feira, após ⁠uma reunião realizada ⁠antes ​das conversas programadas entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no final desta semana, em Washington.

Reuters

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