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Departamento de Justiça dos EUA divulga novas acusações contra 17 hackers em campanha apoiada pelo Irã

Departamento de Justiça dos EUA divulga novas acusações contra 17 hackers em campanha apoiada pelo Irã

Reuters

18/08/2026

Placeholder - loading - Logotipo do Departamento de Justiça dos EUA em Washington 24 de janeiro de 2023 REUTERS/Kevin Lamarque
Logotipo do Departamento de Justiça dos EUA em Washington 24 de janeiro de 2023 REUTERS/Kevin Lamarque

Por AJ Vicens

18 Ago (Reuters) - O Departamento ​de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira novas e atualizadas acusações contra 17 indivíduos que trabalhavam para uma empresa iraniana que, segundo o órgão, teria realizado ataques cibernéticos e roubo de dados contra universidades, empresas e órgãos governamentais dos EUA.

O Departamento de Justiça afirmou em comunicado que os indivíduos trabalhavam com o Instituto Mabna, que realizou campanhas de invasão em nome da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e de ⁠outros ⁠clientes do governo e de universidades ​iranianas.

As ‌campanhas tinham como alvo centenas de universidades norte-americanas e internacionais, dezenas de empresas dos EUA e pelo menos cinco órgãos governamentais estaduais e federais, segundo o departamento.

Uma acusação anterior, anunciada ⁠em março de 2018, havia indiciado nove dos 17 por ​uma campanha de invasão que teve como alvo o Departamento ​do Trabalho dos EUA, as Nações Unidas ‌e redes de ​computadores ⁠no Havaí e em Indiana.

Representantes do governo iraniano nas Nações Unidas em Nova York não responderam imediatamente a um pedido de comentário. As informações ​de contato do Instituto Mabna não estavam imediatamente disponíveis.

As acusações anunciadas nesta terça-feira revelam “a rede mais ampla supostamente por trás de uma campanha abrangente, patrocinada pelo Estado, para roubar pesquisas e propriedade intelectual ​de universidades, empresas e instituições governamentais norte-americanas”, afirmou Jamie McDonald, procurador federal do Distrito Sul de Nova York, no comunicado.

O programa “Recompensas pela Justiça” do Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta terça-feira uma recompensa de US$10 milhões por informações que levem à localização de várias das pessoas incluídas nas acusações divulgadas nesta terça-feira.

De acordo com o comunicado ​divulgado pelo Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês), o Instituto ‌Mabna atuou pelo menos desde 2013 ⁠e até 2017 e teve como alvo mais de 100 mil contas de professores em todo o mundo, incluindo a invasão ⁠bem-sucedida de cerca de 8 mil contas ⁠de email de professores em ⁠144 universidades sediadas ⁠nos ​EUA e 178 universidades em outros países.

(Reportagem de AJ Vicens, em Detroit)

Reuters

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