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Depois de levar acordo com Irã à cúpula do G7, Trump busca pôr fim à guerra na Ucrânia

Depois de levar acordo com Irã à cúpula do G7, Trump busca pôr fim à guerra na Ucrânia

Reuters

15/06/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, participa da cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França 15 de junho de 2026 REUTERS/Christian Hartmann
Presidente dos EUA, Donald Trump, participa da cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França 15 de junho de 2026 REUTERS/Christian Hartmann

Por Steve Holland e Michel Rose ​e Gabriel Stargardter

EVIAN-LES-BAINS, França, 15 Jun (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com líderes mundiais nesta segunda-feira na cúpula do G7 à beira de um lago na França, onde divulgou seu acordo preliminar para pôr fim à guerra no Irã, e afirmou que agora buscará encerrar os conflitos na Ucrânia e no Líbano.

A chegada de Trump à cúpula do G7 em Evian-les-Bains ocorre em um momento em que os líderes mundiais se ⁠mostram ⁠cada vez mais cautelosos em ​relação aos ‌EUA. Embora muitos deles tenham expressado alívio com o acordo que poderia encerrar o conflito com o Irã, esse sentimento foi atenuado pela inquietação diante das novas ameaças de Trump de impor ⁠tarifas à França e de suas advertências sobre os perigos ​da imigração.

Em declarações à imprensa ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, ​Trump disse que um memorando de ‌entendimento com o objetivo ​de ⁠pôr fim à guerra no Oriente Médio já foi assinado pelos EUA e pelo Irã, mas não deixou claro quando o texto seria divulgado.

Trump disse que ​alguns navios já estavam atravessando o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o abastecimento global de petróleo e gás que o Irã havia efetivamente fechado, e que eles passariam sem pagar pedágio.

Com ​o acordo com o Irã garantido, Trump disse que agora voltaria sua atenção para tentar garantir a paz entre a Ucrânia e a Rússia, ao mesmo tempo em que buscaria encerrar os combates no Líbano.

“Tivemos uma conversa muito boa ontem com o presidente Zelenskiy e o presidente Putin, e acho que talvez possamos fazer algo nesse sentido. Acredito mesmo nisso. Acho ​que ambos estão abertos a isso”, disse.

As consequências das guerras na Europa Oriental ‌e no Oriente Médio são ⁠apenas uma das várias questões com as quais os líderes do G7 vão se deparar durante a cúpula de 15 a 17 de ⁠junho. Eles também buscarão um consenso sobre como ⁠lidar com os desequilíbrios econômicos ⁠globais, a obtenção ⁠de ​minerais críticos fora da China e a inteligência artificial.

(Reportagem adicional de Julia Payne)

Reuters

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