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Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia

Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia

Reuters

21/09/2026

Placeholder - loading - Vista da capital da Groenlândia, Nuuk    28 de março de 2025  REUTERS/Leonhard Foeger
Vista da capital da Groenlândia, Nuuk 28 de março de 2025 REUTERS/Leonhard Foeger

Por Stine Jacobsen e Jacob ​Gronholt-Pedersen

COPENHAGUE, 21 Set (Reuters) - Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos vão assinar na terça-feira um acordo sobre a segurança da Groenlândia — acordo que, segundo a Dinamarca, colocará a segurança do Ártico sob a supervisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de deixá-la exclusivamente a cargo de Washington e Copenhague.

O acordo, que deve ser assinado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em Nova York ⁠na ⁠terça-feira, ainda não foi divulgado, ​embora ‌o presidente Donald Trump tenha afirmado que ele concede aos EUA “controle permanente”. Dinamarca e Groenlândia não se pronunciaram sobre a afirmação de Trump, mas disseram que o acordo ⁠beneficiará a ilha ártica e respeitará sua soberania.

O acordo surge ​após meses de pressão por parte de Trump, que tem ​dito que os Estados Unidos deveriam ‌controlar a Groenlândia ​e, ⁠em algumas ocasiões, se recusou a descartar o uso de força militar ou econômica para adquirir o território dinamarquês semiautônomo. Suas ameaças, ​que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática dentro da Otan e levaram a Dinamarca e a Groenlândia a negociar com Washington com o objetivo de amenizar a ​pressão.

“Ele (o acordo) terá uma forma em que a responsabilidade pela segurança no Ártico não será apenas dinamarquesa ou americana”, disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, à emissora nacional TV2 no domingo. Ele acrescentou que, em grande medida, “seria a Otan que cuidaria do Ártico”.

Um porta-voz da Otan afirmou no sábado ​que a aliança saudava o acordo, que “ajudará a promover a segurança, ‌a estabilidade e a cooperação ⁠nessa região vital”.

Rasmussen, que viajou para Nova York durante a madrugada, recusou-se a discutir o conteúdo do acordo.

“Mas já ⁠dissemos desde o início que estamos abertos ⁠a atender aos interesses legítimos ⁠de segurança dos ⁠Estados ​Unidos”, declarou Rasmussen à agência de notícias dinamarquesa Ritzau na segunda-feira.

Reuters

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