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Diretora do Unicef afirma que crianças de Gaza enfrentarão “traumas pós-geracionais'

Placeholder - loading - Crianças palestinas sentam-se no local de um ataque israelense no pátio do hospital dos Mártires de Al-Aqsa, onde pessoas deslocadas estavam se abrigando em barracas, na Faixa de Gaza 05/09/2024 REUTE
Crianças palestinas sentam-se no local de um ataque israelense no pátio do hospital dos Mártires de Al-Aqsa, onde pessoas deslocadas estavam se abrigando em barracas, na Faixa de Gaza 05/09/2024 REUTE

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Por Bo Erickson

WASHINGTON (Reuters) - Depois de um ano de operações militares entre Israel e o Hamas em Gaza, o chefe do Unicef alertou que as crianças de lá enfrentarão “desafios pós-geracionais” devido ao conflito.

“Se você olhar para Gaza pelos olhos de uma criança, verá que é uma paisagem infernal”, disse a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, ao programa 'Face the Nation', da CBS News, neste domingo, destacando o número de mortes e o deslocamentos de famílias, bem como a contínua falta de alimentos e água potável.

“Elas estão muito traumatizados com o que está acontecendo”, disse Russell sobre as crianças. “Mesmo que consigamos levar mais suprimentos para lá, o trauma que essas crianças estão sofrendo será para toda a vida e até mesmo pós-geracional.”

Os combates começaram em 7 de outubro de 2023, quando combatentes do Hamas mataram 1.200 civis e fizeram cerca de 250 reféns em Israel, de acordo com os registros do governo israelense.

Russell disse que continua sendo “muito perigoso” transportar ajuda humanitária em Gaza. No entanto, ela atribuiu à sua organização a “história de sucesso” de vacinar milhares de crianças contra a poliomielite na região.

Sobre as mais recentes operações militares israelenses no Líbano, que têm como alvo o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, a diretora disse que “a velocidade e a intensidade são chocantes” e que “é um desafio para nós” chegar até o cerca de 1 milhão de pessoas desalojadas na região.

“Neste momento, estou confiante de que podemos atender às necessidades, mas é preciso um enorme esforço de nossa parte para isso”, disse Russell.

Escrito por Reuters

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