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Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança

Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança

Reuters

17/07/2026

Placeholder - loading - Pessoa segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, em 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, em 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  17/07/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 17 Jul (Reuters) - O dólar fechou ​a sexta-feira em alta leve ante o real, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, após Estados Unidos e Irã intensificarem ataques no Oriente Médio.

A queda das ações de fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar.

O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com alta de 0,25%, aos R$5,1109.

No acumulado da semana, a moeda ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,06%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 6,89%.

Às 17h06, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha variação negativa de 0,04% na B3, aos R$5,1260.

A sexta-feira foi um típico dia de 'risk-off' (fuga do risco), com ⁠os índices de ⁠ações em queda ao redor do mundo, os ​rendimentos dos ‌Treasuries em baixa e o dólar avançando ante boa parte das demais divisas. O petróleo Brent também voltou a subir, para a faixa dos US$87 o barril.

Um dos fatores de pressão foi novamente a guerra no Oriente Médio, com os EUA intensificando a campanha de bombardeios contra o Irã, tendo atingido pontes e um aeroporto.

O ⁠Irã respondeu com ataques a bases norte-americanas na região, incluindo um centro de comando de operações ​especiais em al-Tanf, na Síria. Foi o primeiro ataque iraniano conhecido ao território sírio desde que começou a ​guerra.

Com a geopolítica no radar, investidores também liquidaram posições em ações de ‌fabricantes de chips e demais ​empresas ⁠ligadas à inteligência artificial, em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos do setor.

Nos mercados de moedas, esse cenário se traduziu na alta do dólar ante várias divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e ​o real.

“O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, resumiu Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.

O dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,1346 (+0,71%) às 10h35, em meio à busca global pela segurança da moeda norte-americana. À tarde, ​a moeda à vista quase eliminou os ganhos, ao atingir a mínima de R$5,1050 (+0,13%) às 14h49, com alguns investidores zerando parte das posições em dólar na reta final da semana. Ainda assim, a divisa fechou em leve alta.

No Brasil, destaque ainda para os desdobramentos do anúncio de que os EUA cobrarão tarifa de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros. Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que somente falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o assunto.

“Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ​ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira', disse Lula.

Pela manhã, o Banco ‌Central informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,1% ⁠em maio na série com ajuste sazonal, desacelerando ante a alta revisada de 0,4% em abril. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters projetavam resultado zero em maio. Em relação a maio de 2025, o IBC-Br subiu 0,8% na série ⁠sem ajuste sazonal.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de ⁠swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de ⁠agosto.

Às 17h11, o índice do ⁠dólar -- ​que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,02%, a 100,730.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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