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Dólar fecha em baixa de 1% depois de disparada pós-eleição

Dólar fecha em baixa de 1% depois de disparada pós-eleição

Reuters

27/10/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar americano retratadas no  Departamento de Gravura e Impressão, em Washington, EUA, em 14 de novembro de 2014. REUTERS/Gary Cameron
Notas de dólar americano retratadas no Departamento de Gravura e Impressão, em Washington, EUA, em 14 de novembro de 2014. REUTERS/Gary Cameron

Atualizada em  27/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 27 ​Out (Reuters) - Após disparar na véspera mais de 8% depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar fechou a terça-feira com baixa próxima de 1%, com o mercado demonstrando maior acomodação.

O dólar à vista encerrou com queda de 1,07%, a R$5,3488. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 2,55%.

Às 17h04, o dólar futuro para novembro cedia 0,51% na B3, aos R$5,3505.

Na segunda-feira, o dólar encerrou a sessão com ⁠alta ⁠de 8,36%, aos R$5,4066, com os ​investidores ‌reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Além do ajuste de posições, a disparada refletiu receios em torno da continuidade da atual política ⁠fiscal.

Nesta terça-feira, porém, o dólar recuou durante todo o dia, com ​o mercado se ajustando ao forte movimento da véspera. Às 10h42, ​o dólar à vista marcou a cotação ‌mínima de R$5,3166 (-1,66%).

Em ​rápida ⁠entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda pela manhã, o ministro Dario Durigan reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal -- uma ​das principais preocupações do mercado financeiro. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso.

O ministro pontuou ainda que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros ​futuros representou uma 'troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato'.

Para ele, já havia nesta terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas.

Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a instituição atuará no mercado de câmbio quando perceber disfuncionalidades.

No exterior, a moeda norte-americana também cedeu ante outras divisas de ​países emergentes, como o peso chileno, a rupia indiana e o rand sul-africano. ‌No entanto, avançou ante o ⁠euro e a libra.

Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- ⁠subia 0,28%, a 102,310.

No fim da manhã, o ⁠Banco Central do Brasil vendeu ⁠80.000 contratos de ⁠swap ​cambial para a rolagem do vencimento de 3 de novembro.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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