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Dólar fecha em alta no Brasil com Oriente Médio no radar

Dólar fecha em alta no Brasil com Oriente Médio no radar

Reuters

10/08/2026

Placeholder - loading - Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio 9 de abril de 2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio 9 de abril de 2025 REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  10/08/2026

10 Ago (Reuters) - O dólar encerrou ​a segunda-feira em alta no Brasil, revertendo o recuo da sexta-feira, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz e à cautela do mercado antes de indicadores de inflação relevantes no Brasil e nos Estados Unidos ao ⁠longo ⁠da semana.

O dólar à vista ​fechou ‌o dia em alta de 0,52%, aos R$5,1107. Na sexta-feira, a moeda havia fechado em baixa, aos R$5,0845. Às 17h30, o dólar futuro para ⁠setembro DOLc1 -- atualmente o mais negociado no mercado ​brasileiro -- subia 0,44% na B3, aos R$5,1330.

O avanço da ​moeda norte-americana acompanhou a alta ‌dos rendimentos dos ​Treasuries, ⁠com investidores se posicionando para os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) desta semana nos Estados Unidos.

O ​rendimento do Treasury de 10 anos -- referência global para decisões de investimento -- avançava mais de 5 pontos-base, a 4,702%, enquanto o título de 2 anos ​ganhava mais de 4 pontos-base, a 4,240%, com o petróleo subindo em meio à incerteza sobre um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.

No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e os dados do IPCA de julho ​na terça-feira, que devem ajudar a calibrar a aposta em ‌novo corte da Selic ⁠na reunião de setembro.

'Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços ⁠de petróleo, na ausência de indicadores ⁠relevantes na agenda macroeconômica', ⁠disse Lais ⁠Costa, ​analista da Empiricus Research.

(Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

Reuters

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