Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição

Reuters

30/10/2026

Placeholder - loading - Notas de real brasileiro e dólar americano retratadas em uma casa de câmbio no Rio de Janeiro,10 de setembro de 2015.  REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real brasileiro e dólar americano retratadas em uma casa de câmbio no Rio de Janeiro,10 de setembro de 2015. REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  30/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 30 Out (Reuters) - O dólar ​fechou a sexta-feira com alta superior a 1% e próximo dos R$5,45, novamente empurrado pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos receios com o futuro da política fiscal no Brasil.

A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão com alta de 1,09%, a R$5,4460, maior cotação de fechamento registrada em 2026.

O saldo da semana pós-segundo turno foi de valorização de 9,15% do dólar ante o real. Em outubro, o dólar à vista acumulou ganho de 5,27%.

Às 17h12, o dólar futuro para dezembro -- que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,06% na B3, aos R$5,4730.

A primeira metade da sessão ⁠desta sexta-feira ⁠foi marcada pela disputa em torno da formação ​da Ptax ‌de fim de mês.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta ⁠das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, é comum ​haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de ​coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e ‌13h. No início da ​tarde, o ⁠BC definiu a Ptax em R$5,4206 na compra e R$5,4212 na venda.

Além do fator técnico que influenciou as cotações, o mercado seguiu sensível aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, ​que surpreendeu o mercado e provocou a escalada do dólar ao longo da semana.

Ao mesmo tempo em que aguardam indicações sobre quem comandará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo.

“Até o fim do período eleitoral, ​parcela expressiva do mercado financeiro operava posicionada para um cenário de vitória do candidato Flávio Bolsonaro, o que exigiu um ajuste imediato e intenso das carteiras após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva”, comentou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

“Com a consolidação desse novo cenário, as atenções se voltaram para as incertezas sobre o futuro da política fiscal e a trajetória das contas públicas, gerando forte cautela quanto à composição da nova equipe econômica”, acrescentou.

Durante a tarde desta sexta-feira, investidores também elevaram a demanda por dólares ​em busca de proteção no fim de semana prolongado no Brasil, com feriado de Finados na segunda-feira.

Às 15h52, ‌o dólar à vista atingiu a cotação máxima ⁠intradia de R$5,4625 (+1,39%), para depois encerrar pouco abaixo dos R$5,45.

O movimento no Brasil, marcado por fatores técnicos e pelos desdobramentos da eleição, colocou em segundo plano o exterior, onde o dólar também sustentou altas ⁠ante alguns pares do real, como o peso colombiano, o rand ⁠sul-africano e o peso chileno.

Às 17h31, o índice ⁠do dólar -- que mede ⁠o ​desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,01%, a 101,890.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...