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Dólar opera perto da estabilidade após projeções do BC e dados de inflação

Dólar opera perto da estabilidade após projeções do BC e dados de inflação

Reuters

25/06/2026

Placeholder - loading - Pessoa manuseia notas de dólar, 24 de março de 2026. REUTERS/Dado Ruvic
Pessoa manuseia notas de dólar, 24 de março de 2026. REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  25/06/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) - O ​dólar iniciou a quinta-feira próximo da estabilidade no Brasil, com investidores digerindo projeções atualizadas do Banco Central para indicadores econômicos e novos dados da inflação brasileira, enquanto no exterior a moeda norte-americana passou a exibir baixas nesta manhã ante algumas divisas de países emergentes.

Às 9h51, o dólar à vista subia 0,15%, aos R$5,2082 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,35%, aos R$5,2130.

Antes da abertura do mercado o BC divulgou seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno ⁠Bruto (PIB) em ⁠2026, citando a aceleração da atividade, o ​mercado de ‌trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo.

Já o saldo das transações correntes projetado pelo BC para 2026 passou de déficit de US$58 bilhões para US$56 bilhões (2,1% do PIB). A leve redução do déficit esperado foi resultado, conforme o BC, do aumento do ⁠saldo comercial (exportações menos importações) projetado para o ano, na esteira do avanço dos ​preços do petróleo em função da guerra no Oriente Médio.

Como exportador da commodity, o Brasil ​tende a ver números melhores na balança comercial quando ‌os preços do petróleo ​sobem. Por ⁠outro lado, o avanço dos preços do petróleo tende a pressionar a inflação.

Às 11h, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, concederá entrevista coletiva sobre o relatório. Os investidores estarão atentos principalmente à abordagem de ​Galípolo sobre a inflação.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada na terça-feira, a instituição passou indicações de que a taxa básica Selic não subirá no curto prazo e de que buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro ​trimestre de 2028 -- e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária. Para muitos analistas, o discurso do BC demonstra certa leniência com a inflação.

Na abertura da sessão desta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.

No exterior, após exibir ganhos ante as demais divisas ​na abertura da sessão no Brasil, o dólar passou a ceder ante algumas divisas pares do real, ‌como o rand sul-africano e o peso ⁠chileno.

Às 9h39, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- mostrava estabilidade, com leve queda de 0,02%, a 101,580.

Na quarta-feira, a ⁠moeda norte-americana à vista fechou com elevação de 0,28% no ⁠Brasil, aos R$5,2006.

Às 11h30, o Banco Central realiza ⁠leilão de 50.000 contratos ⁠de ​swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Por Fabrício de Castro; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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