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Dólar passa a subir e supera os R$5,20 após abertura negativa da bolsa de NY

Dólar passa a subir e supera os R$5,20 após abertura negativa da bolsa de NY

Reuters

29/01/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar  09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de dólar 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  29/01/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) - Após oscilar ⁠em baixa no Brasil mais cedo, o dólar ganhou força no fim da manhã e passou a renovar máximas ante o real, novamente acima dos R$5,20, em meio a uma piora generalizada nos mercados globais após a abertura em baixa da bolsa de Nova York.

O avanço do dólar ante o real neste início de tarde ocorre em sintonia com o ganho de força da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, incluindo pares do real na América Latina.

Depois de registrar a cotação mínima de R$5,1659 (-0,81%) às 11h45, o dólar à vista avançou à máxima de R$5,2493 (+0,79%) às 12h18, em movimento ​em sintonia com a virada do Ibovespa para o ⁠negativo e ⁠do fortalecimento das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Às 12h35, na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,79%, aos R$5,2385.

Profissionais ouvidos pela Reuters chamaram a atenção para a abertura negativa de Wall Street, em meio à queda de mais de 10% das ações da Microsoft após a divulgação de resultados da ‌companhia.

Além do real, moedas pares como o peso chileno, o peso mexicano e o rand ​sul-africano também se enfraqueceram em relação ao dólar após ‌a abertura do mercado ​de ações ​em Nova York.

Às 12h35, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,46%, a 96,610, após mostrar maior acomodação pela manhã.

Na noite ​de quarta-feira o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção da taxa básica Selic em 15% ao ano, como era largamente esperado, mas deixou claro que poderá iniciar o ciclo de cortes de juros em março no Brasil.

'Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros', disse o BC em comunicado. 'O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.'

O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry ⁠trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores.

Nos EUA, por exemplo, a taxa de referência ‌segue na faixa de 3,50% a 3,75%, ⁠e na tarde de quarta-feira o Federal Reserve deu poucas pistas sobre quando haverá espaço para mais cortes.

Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, ‍e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o ​Brasil -- ‌com destaque para a bolsa -- tem pesado sobre as cotações do dólar, que se reaproximou dos R$5,20.

Reuters

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