Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dólar se reaproxima dos R$5,15 sob influência do exterior e de pesquisa eleitoral

Dólar se reaproxima dos R$5,15 sob influência do exterior e de pesquisa eleitoral

Reuters

23/09/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar retratadas no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2015, REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real e dólar retratadas no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2015, REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  23/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 23 Set (Reuters) - ​O dólar iniciou a quarta-feira em alta ante o real, reagindo ao avanço da moeda norte-americana no exterior e a uma nova pesquisa eleitoral no Brasil mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperando vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno.

Às 9h40, o dólar à vista subia 0,80%, a R$5,1450 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,79%, aos R$5,1505.

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 47,7% das intenções de voto no segundo turno na disputa pelo Planalto, ⁠contra ⁠47,4% de Flávio. Como a margem de ​erro é ‌de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.

No entanto, o resultado coloca Lula novamente na liderança numérica, já que no levantamento anterior o petista tinha 46,8% e Flávio somava 47,2%.

Nas últimas semanas, a percepção de fortalecimento da candidatura ⁠de Flávio vinha favorecendo o chamado “trade eleitoral”, que se traduz no avanço ​do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Isso ​porque Lula ainda é visto com desconfiança por ‌boa parte do mercado, ​que enxerga ⁠sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como o leve fortalecimento de Lula no segundo turno da ​pesquisa Atlas/Bloomberg -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

O cenário externo é outro fator altista para as cotações nesta quarta-feira, com a moeda norte-americana ganhando força ante quase todas as demais divisas. Por trás do movimento está a perspectiva de nova ​alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, em meio aos impactos inflacionários da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, se falaram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York -- o primeiro contato desse tipo desde que um acordo provisório de cessar-fogo fracassou em julho. Na terça-feira, ​o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que precisava decidir se faria um acordo com o ‌Irã ou se “aniquilaria” o país.

Às 9h40, o ⁠índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,40%, a 100,950.

O dólar à vista encerrou a sessão de ⁠terça-feira com baixa de 0,08% no Brasil, aos R$5,1040.

Às 11h30, ⁠o Banco Central realiza seu leilão regular ⁠de rolagem de ⁠swap ​cambial, com oferta de 30.000 contratos para 1º de outubro.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.