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El Niño forte se desenvolverá rapidamente nos próximos meses, diz agência meteorológica da ONU

El Niño forte se desenvolverá rapidamente nos próximos meses, diz agência meteorológica da ONU

Reuters

03/07/2026

Placeholder - loading - Onda de calor em Viena  30 de junho de 2026    REUTERS/Elisabeth Mandl
Onda de calor em Viena 30 de junho de 2026 REUTERS/Elisabeth Mandl

Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 3 Jul (Reuters) - ​A agência meteorológica das Nações Unidas elevou, nesta sexta-feira, sua previsão quanto ao rápido desenvolvimento de um forte El Niño nos próximos meses, alertando que o fenômeno provavelmente elevará as temperaturas globais.

O El Niño é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, que normalmente dura entre nove e 12 meses, podendo elevar as temperaturas globais e aumentar o risco de condições climáticas extremas, de acordo com a ⁠Organização ⁠Meteorológica Mundial (OMM).

“Condições de El Niño ​surgiram no ‌Pacífico Equatorial, e há um notável consenso entre os modelos de previsão de que este será um El Niño forte”, disse Álvaro Silva, cientista da OMM.

A intensidade do El Niño é importante ⁠porque aumenta a probabilidade de eventos meteorológicos e climáticos extremos ​em diferentes partes do mundo, afirmou Silva.

No início de junho, a OMM ​havia previsto um El Niño moderado ‌ou possivelmente forte, mas ​afirmou ⁠que previsões recentes lhe deram mais confiança de que condições de um El Niño forte estão se desenvolvendo no Pacífico Equatorial. A OMM disse que poderá ​revisar sua previsão para cima se informações indicarem um El Niño muito forte.

As previsões sazonais indicam um padrão típico forte e robusto do El Niño, incluindo condições mais secas do que o normal em ​partes do mundo, como América Central, Caribe, América do Norte e do Sul, e padrões mais secos no sul da Ásia durante a estação das monções em partes da Indonésia e do Sudeste Asiático, de acordo com a OMM.

“O El Niño também dará um impulso extra às temperaturas globais. Sabemos que, durante os anos de El Niño, as temperaturas globais normalmente ​atingem níveis recordes”, disse Silva.

A Europa passou pela pior onda de calor já ‌registrada entre 20 e 28 ⁠de junho, causando interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde, segundo especialistas. O calor extremo foi ⁠quase certamente causado pelas mudanças climáticas, afirmaram os ⁠cientistas.

Os efeitos do El Niño ⁠serão sentidos em ⁠diferentes ​regiões até o final do ano e se estenderão até 2027, acrescentou Silva.

Reuters

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