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Eletronuclear diz que revisão tarifária de suas usinas reforça sustentabilidade financeira

Eletronuclear diz que revisão tarifária de suas usinas reforça sustentabilidade financeira

Reuters

03/02/2026

Placeholder - loading - Vista geral do complexo da Central Nuclear de Angra dos Reis 01/08/2019 REUTERS/Lucas Landau
Vista geral do complexo da Central Nuclear de Angra dos Reis 01/08/2019 REUTERS/Lucas Landau

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE ⁠JANEIRO, 3 Fev (Reuters) - A revisão tarifária das usinas nucleares Angra 1 e 2 para 2026 proporcionará um reforço de caixa de aproximadamente R$140 milhões, melhorando a sustentabilidade financeira e a previsibilidade para a manutenção das operações, disse a Eletronuclear nesta terça-feira.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na semana passada uma receita fixa de R$4,81 bilhões para as usinas Angra 1 e 2, o que ​representa um aumento de 17,09% ⁠em relação ⁠à receita vigente no ano passado.

De acordo com a Eletronuclear, estatal responsável pelas unidades nucleares, a análise também corrigiu um 'erro material da última revisão de 2023/2024, que havia impactado de forma equivocada' sua remuneração.

'Com o ajuste ‌tarifário recentemente homologado pela Aneel, a empresa terá um reforço ​de caixa de aproximadamente R$140 milhões ‌já em 2026. ​Isso ​demonstra o compromisso da agência reguladora com a precisão técnica e com a adequada remuneração dos ativos essenciais ao sistema elétrico nacional', ​disse a Eletronuclear.

O Ministério de Minas e Energia alertou no ano passado que a estatal nuclear enfrenta um desequilíbrio financeiro e corre risco de insolvência. De acordo com a pasta, a empresa tem dificuldades para manter compromissos associados a despesas com Angra 3 e honrar obrigações financeiras junto a bancos.

Um dos pontos que pesavam negativamente para a empresa era a cobertura tarifária de suas usinas, antes considerada insuficiente para arcar com todos os custos.

Na nota, a Eletronuclear destacou ainda que a parcela ⁠da tarifa relativa ao Fundo de Descomissionamento (FDES) -- uma obrigação regulatória compulsória ‌para a empresa -- foi ⁠zerada, 'representando um ganho real para o consumidor final'.

“Essa decisão da Aneel confirma o posicionamento que a Eletronuclear vem reiterando publicamente: ‍o fundo está superavitário e não necessita de novos depósitos para atingir sua meta ​financeira', ‌disse o presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

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