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Equipe liderada pelo Chile mapeia genoma de planta Antártida em passo rumo a culturas resistentes às mudanças climáticas

Equipe liderada pelo Chile mapeia genoma de planta Antártida em passo rumo a culturas resistentes às mudanças climáticas

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Câmara frigorífica com plantas da Antártida que possuem moléculas capazes de filtrar a radiação solar e que poderiam ser utilizadas para prevenir danos ao DNA humano, em Santiago, no Chile   25 de jul
Câmara frigorífica com plantas da Antártida que possuem moléculas capazes de filtrar a radiação solar e que poderiam ser utilizadas para prevenir danos ao DNA humano, em Santiago, no Chile 25 de jul

Por Fabian Cambero e Nicolas ​Cortes

SANTIAGO, 17 Ago (Reuters) - Uma equipe liderada por pesquisadores chilenos elaborou o mapa genético mais completo já produzido de uma das duas únicas plantas com flores que crescem naturalmente na Antártida, o que pode contribuir para o desenvolvimento de culturas resistentes a condições climáticas extremas.

A Colobanthus quitensis há muito atrai o interesse científico por ser capaz de sobreviver a temperaturas congelantes, escassez de água e ⁠altos ⁠níveis de radiação ultravioleta na ​Antártida, ‌um dos ambientes mais frios e secos do planeta.

À medida que o calor recorde e a seca generalizada aumentaram a urgência do debate em muitas partes do mundo ⁠sobre como adaptar a agricultura, os cientistas afirmaram que ​agora estão preparados para começar a avaliar se as características ​da planta poderiam ser transferidas para ‌culturas agrícolas por ​meio ⁠de técnicas de edição genética.

O estudo, publicado na revista “Genome Biology and Evolution”, da Oxford University Press, reuniu todas as 40 estruturas em ​escala cromossômica que compõem o mapa genético da planta no âmbito de um projeto conhecido como Polarix.

“Conseguimos sequenciar e montar o genoma inteiro”, disse Eduardo Castro, pesquisador associado do Centro ​Internacional do Cabo Horn, no Chile, e autor principal do estudo ao lado de Claudio Meneses, da Pontifícia Universidade Católica do Chile.

“A ideia não é criar plantas transgênicas. A ideia é editar o genoma de uma planta com valor nutricional”, afirmou Castro.

Identificar genes individuais fica mais fácil depois que o genoma é ​mapeado, mas ainda pode levar tempo. Quando isso estiver concluído, Castro ‌disse que os cientistas podem ⁠precisar de cinco a dez anos para desenvolver aplicações comerciais.

Uma equipe da Califórnia apoiou os cientistas chilenos, que afirmaram que ⁠seu trabalho se baseou em esforços ⁠anteriores do Instituto Coreano de ⁠Pesquisa Polar. Esse ⁠trabalho ​produziu apenas uma versão parcial do genoma e não foi publicado.

Reuters

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