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Escudo antimíssil Domo de Ouro de Trump completa um ano com poucos avanços

Escudo antimíssil Domo de Ouro de Trump completa um ano com poucos avanços

Reuters

27/01/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, faz anúncio sobre o projeto Domo de Ouro, na Casa Branca, em Washington 20/05/2025 REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump, faz anúncio sobre o projeto Domo de Ouro, na Casa Branca, em Washington 20/05/2025 REUTERS/Kevin Lamarque

Por Mike Stone

WASHINGTON, 27 Jan (Reuters) - Um ano após ser lançada, a iniciativa ⁠de defesa antimíssil Domo de Ouro do presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou poucos progressos visíveis, em meio a disputas técnicas e preocupações com componentes espaciais que atrasaram a liberação de bilhões de dólares.

O decreto que estabeleceu o programa Domo de Ouro, assinado em 27 de janeiro de 2025, definiu um cronograma ambicioso para implantar o sistema de defesa antimíssil até 2028.

Um ano depois, no entanto, o programa ainda não gastou grande parte dos US$25 bilhões alocados no verão passado (período de junho a setembro no hemisfério norte), enquanto as autoridades continuam debatendo elementos fundamentais de sua arquitetura espacial.

Segundo dois funcionários norte-americanos, o trabalho para finalizar a arquitetura do escudo antimíssil ainda está em andamento, e a liberação de verbas em larga escala ainda não começou. Os recursos estão disponíveis, disseram os funcionários, e quantias significativas poderão ser liberadas nos próximos ​dias, assim que as decisões cruciais forem tomadas.

“O escritório do Domo de Ouro ⁠continua cumprindo ⁠as metas estabelecidas no decreto”, disse um funcionário do Pentágono em resposta às perguntas da Reuters.

'O plano de implementação e as tecnologias associadas são dinâmicos; no entanto, os elementos fundamentais da arquitetura já estão estabelecidos. Os detalhes da arquitetura são confidenciais.'

DEBATE SOBRE ARMAS NO ESPAÇO

O projeto Domo de Ouro prevê a expansão das defesas terrestres existentes, como mísseis interceptores, sensores e sistemas de comando e controle, ao mesmo tempo que adiciona elementos experimentais no espaço, destinados a detectar, rastrear e potencialmente ‌neutralizar ameaças vindas da órbita. Isso incluiria redes de satélites avançadas e armamentos orbitais.

Uma das causas do atraso tem sido o ​debate interno sobre equipamentos espaciais, disse um dos funcionários. Um executivo da indústria ‌de defesa, falando sob condição de ​anonimato, ​afirmou que os sistemas em discussão provavelmente envolvem padrões de comunicação.

Outro executivo disse que poderiam ser capacidades antissatélite, levantando questões sobre como tais armas se integrariam a um escudo antimíssil defensivo.

Historicamente, os EUA se opuseram a armas antissatélite devido a preocupações com detritos espaciais, criticando a China em ​2007 por realizar um teste de míssil antissatélite.

A arquitetura espacial continua sendo uma das questões que precisam ser decididas antes que o general Michael Guetlein, diretor do programa, possa prosseguir com o que se prevê ser uma série de contratos de aquisição de armamentos, disseram um oficial norte-americano e executivos da indústria.

CONTRATOS DE PEQUENO VALOR

Em novembro, a Força Espacial concedeu contratos de pequeno valor do programa Domo de Ouro para a construção de protótipos concorrentes de sistemas de defesa antimísseis. Isso incluiu contratos com a Northrop Grumman, a True Anomaly, a Lockheed Martin e a Anduril, informaram fontes anteriormente à Reuters.

Avaliados em cerca de US$120 mil cada um, os contratos representam os primeiros passos tangíveis em um programa que, segundo Trump, poderá custar US$175 bilhões.

Desde dezembro, houve pelo menos uma reunião informativa confidencial para empresas de defesa sobre a arquitetura do projeto, disseram autoridades norte-americanas.

Tom Karako, especialista em segurança de armamentos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), com sede em Washington, afirmou que grande parte do ano passado foi consumida por revisões de segurança, decisões sobre pessoal e aprovação de ⁠planos complexos.

Ele disse que é improvável que o projeto Domo de Ouro esteja totalmente concluído até 2028.

'Há muito que pode ser feito nos próximos ‌três anos em termos de melhor integração do que já ⁠temos, mas não há dúvida de que haverá coisas que serão implementadas e evoluirão depois de 2028.'

Outra questão não resolvida em relação ao Domo de Ouro é o papel que a Groenlândia poderá desempenhar.

Trump recentemente vinculou o controle norte-americano do território dinamarquês à iniciativa ‍de defesa antimíssil, afirmando repetidamente que a aquisição da Groenlândia é “vital” para o projeto.

Especialistas em defesa observam, no entanto, que os acordos existentes já permitem a expansão das operações militares norte-americanas ​na ‌ilha. Um oficial norte-americano afirmou que a Groenlândia não faz parte da arquitetura proposta para o Domo de Ouro.

(Reportagem de Mike Stone em Washington)

Reuters

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