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Espanha atribui mais de 1.000 mortes em excesso ao calor no segundo junho mais quente já registrado

Espanha atribui mais de 1.000 mortes em excesso ao calor no segundo junho mais quente já registrado

Reuters

01/07/2026

Placeholder - loading - Pessoa bebe água de bebedouro durante onda de calor em Madri 27 de maio de 2026 REUTERS/Violeta Santos Moura
Pessoa bebe água de bebedouro durante onda de calor em Madri 27 de maio de 2026 REUTERS/Violeta Santos Moura

MADRI, 1 Jul (Reuters) - A Espanha ​registrou 1.029 mortes em excesso no mês passado atribuíveis ao calor, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, já que uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas ultrapassando os 40 graus Celsius, fez com que junho fosse o segundo mês mais quente já registrado.

Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram ⁠que ⁠o mês de junho registrou ​o maior ‌número de mortes atribuídas ao calor desde o mesmo mês de 2015.

As temperaturas médias no mês passado ficaram 3,2 graus acima do normal, informou a ⁠agência meteorológica AEMET, tornando-o o segundo junho mais quente ​já registrado, atrás apenas de junho de 2025.

No auge ​da onda de calor, em 23 ‌de junho, 35,7 ​milhões ⁠de pessoas — cerca de 73% da população do país — ficaram expostas a riscos à saúde devido ao calor; 38% delas ​enfrentaram risco elevado.

Desde 1975, ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas aconteceu na última década.

Os 13 meses de junho mais quentes desde o início ​dos registros, em 1961, ocorreram todos no Século 21.

Isso é uma evidência de que as ondas de calor surgem no início do verão com maior frequência do que antes, afirmou o porta-voz da AEMET, Ruben del Campo.

Entre 1º e 30 de junho, 165 recordes de temperatura máxima — 145 deles ​mensais e 20 históricos — e 225 recordes de temperatura mínima ‌mais alta — 180 mensais e ⁠45 históricos — foram quebrados em estações de medição locais, informou a AEMET.

A primeira onda de calor do verão ⁠foi excepcional no norte do país “não ⁠apenas por causa de sua ⁠intensidade, mas também ⁠por ​sua duração e persistência”, acrescentou a agência.

(Reportagem de David Latona)

Reuters

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