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Estudantes e polícia entram em confronto na França; governo busca conter protestos nas escolas

Estudantes e polícia entram em confronto na França; governo busca conter protestos nas escolas

Reuters

02/10/2026

Placeholder - loading - Policiais se posicionam do lado de fora do colégio Lycée Deodat-de-Severac, na França    2 de outubro de 2026   REUTERS/Nacho Doce
Policiais se posicionam do lado de fora do colégio Lycée Deodat-de-Severac, na França 2 de outubro de 2026 REUTERS/Nacho Doce

Por Layli Foroudi

PARIS, 2 Out (Reuters) - ​A polícia de choque entrou em confronto com estudantes do ensino médio em várias cidades da França nesta sexta-feira, enquanto o governo do presidente Emmanuel Macron busca conter protestos cada vez mais violentos contra as condições nas salas de aula e a falta de financiamento.

Gás lacrimogêneo cobriu as ruas na cidade de Estrasburgo, no leste do país; fogos de ⁠artifício ⁠foram lançados contra as fileiras ​da ‌polícia em Marselha, no sul; e lixeiras foram incendiadas em Rennes, no oeste.

Em Paris, onde também ocorreram confrontos, os estudantes exibiram cartazes com os dizeres “Temos um ⁠futuro para construir, não para suportar”.

Seis meses antes da ​eleição presidencial do ano que vem, as pesquisas de ​opinião mostram consistentemente a profunda ‌impopularidade de Macron ​e de ⁠seu governo de tendência de centro-direita. Os cortes orçamentários planejados, que agravam a crise de financiamento na educação, alimentaram o ​descontentamento.

Os protestos eclodiram na região de Paris na semana passada, mas se tornaram cada vez mais violentos à medida que se espalharam por todo o país.

O ministro ​da Justiça, Gerald Darmanin, disse à rádio RTL que a polícia prendeu 2.000 pessoas, a maioria adolescentes, desde o início dos protestos. Ele afirmou que os pais daqueles que causam danos à propriedade devem ser obrigados a pagar indenizações.

Quatrocentas escolas de ensino médio — cerca de 1 em cada 10 — ​foram fechadas na sexta-feira devido aos distúrbios, e o ministro da ‌Educação, Edouard Geffray, pediu ⁠aos pais que dissuadissem seus filhos de protestar nas ruas.

“Nas ruas, as crianças correm perigo”, disse Geffray à ⁠BFM TV.

Segundo Darmanin, o movimento de protesto ⁠estudantil havia sido sequestrado ⁠por “pessoas de fora”.

(Reportagem ⁠de ​Charlotte Van Campenhout, Inti Landauro, Layli Foroudi e Leigh Thomas)

Reuters

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