EUA não veem razão imediata para suspender o Boeing 787 após acidente da Air India
EUA não veem razão imediata para suspender o Boeing 787 após acidente da Air India
Reuters
12/06/2025
Por David Shepardson
WASHINGTON (Reuters) - Autoridades norte-americanas disseram nesta quinta-feira que não viram nenhum dado de segurança imediato que exija a interrupção dos voos do Boeing 787 após um acidente fatal da Air India matar mais de 240 pessoas.
A avaliação é do secretário de Transportes, Sean Duffy, e do chefe interino da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), Chris Rocheleau, que fizeram os comentários em uma coletiva de imprensa e disseram ter visto vídeos do acidente na Índia.
Duffy relatou ter conversado com a presidente do Conselho Nacional de Segurança de Transportes (NTSB, na sigla em inglês), Jennifer Homendy. Uma equipe da NTSB e da FAA, com o apoio da Boeing e da fabricante de motores GE Aerospace, estava indo para a Índia, disse Duffy.
'Eles precisam entrar em campo e dar uma olhada. Mas, neste momento, seria prematuro demais', disse Duffy.
'As pessoas estão olhando os vídeos e tentando avaliar o que ocorreu, o que nunca é uma maneira forte e inteligente de tomar decisões sobre o que aconteceu.'
Duffy afirmou que a FAA analisa as informações com a Boeing e a GE como parte da investigação do acidente.
O secretário também enfatizou que o governo dos EUA 'não hesitará em implementar quaisquer recomendações de segurança que possam surgir'.
'Acompanharemos os fatos e colocaremos a segurança em primeiro lugar.'
Para Rocheleau, 'à medida que avançamos nesse caminho com a investigação em si, se houver qualquer informação disponível para nós com relação a qualquer risco, nós reduziremos esses riscos'.
Duffy disse que a FAA está 'preparada para enviar recursos adicionais para obter os dados de que precisamos para garantir a segurança do público que voa'.
(Reportagem de David Shepardson)
Reuters