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EUA reafirmam seu apoio a Japão, Coreia do Sul e Taiwan antes da cúpula entre Trump e Xi

EUA reafirmam seu apoio a Japão, Coreia do Sul e Taiwan antes da cúpula entre Trump e Xi

Reuters

21/09/2026

Placeholder - loading - O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, posa para uma foto com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Motegi Toshimitsu (não aparece na foto), e o ministro das Relações Exteriores da Coreia
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, posa para uma foto com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Motegi Toshimitsu (não aparece na foto), e o ministro das Relações Exteriores da Coreia

Por Simon Lewis e David Brunnstrom

NOVA YORK, 21 Set (Reuters) - ​Os Estados Unidos reiteraram, nesta segunda-feira, seu compromisso com a defesa de seus principais aliados asiáticos, o Japão e a Coreia do Sul, e os três países expressaram apoio a Taiwan antes da cúpula desta semana entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

Analistas afirmam que os aliados dos EUA estão preocupados com a possibilidade de Trump oferecer concessões a Xi — inclusive em relação a Taiwan e ao comércio — em troca de um ganho econômico com Pequim, quando receber Xi na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira.

Autoridades afirmam que tanto a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, quanto o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, ⁠estão ansiosos ⁠para se encontrar com o presidente dos EUA ​durante a ‌Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde os três devem discursar na terça-feira.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reuniu com seu homólogo sul-coreano, Cho Hyun, e com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, em Nova York nesta segunda-feira. Eles emitiram ⁠uma declaração conjunta prometendo, em aparente referência à China, manter-se firmes “contra a coerção econômica ​e políticas e práticas não mercadológicas” e “restrições arbitrárias à exportação que perturbam as cadeias de abastecimento”.

Eles ​também saudaram o lançamento de um novo mecanismo de consulta ‌trilateral sobre segurança econômica, parte ​de ⁠esforços mais amplos para fortalecer as cadeias de abastecimento e a cooperação em tecnologias críticas.

A declaração afirmou que os EUA “reiteraram seus compromissos inabaláveis com a defesa do Japão e da ROK, respaldados pelo poderio militar incomparável dos ​Estados Unidos, incluindo suas capacidades nucleares, e reafirmaram seus compromissos de dissuasão estendida para com o Japão e a ROK”, utilizando as iniciais em inglês da República da Coreia, nome oficial da Coreia do Sul.

A declaração afirma que os ministros enfatizaram seu compromisso com uma cooperação robusta em matéria de segurança e ​a importância de manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. Também “expressaram apoio à participação significativa de Taiwan em organizações internacionais apropriadas”.

Referindo-se à Coreia do Norte, os ministros “reafirmaram seu compromisso resoluto com a desnuclearização completa da República Popular Democrática da Coreia” e instaram o país a retomar o diálogo.

Além das preocupações com Taiwan, uma ilha governada democraticamente que a China reivindica como sua, analistas afirmaram que os aliados examinarão minuciosamente quaisquer anúncios comerciais da cúpula Trump-Xi quanto ao seu impacto na competitividade em relação à China. ​Mesmo uma redução modesta nas barreiras comerciais para Pequim poderia minar suas posições.

Takaichi irritou Pequim no ano passado ‌ao afirmar que Tóquio poderia ser arrastada para ⁠um conflito em torno de Taiwan, e Seul e Washington vêm negociando os detalhes do pacote de investimentos de US$350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, no âmbito de um acordo ⁠comercial firmado pelos aliados no ano passado.

Um deputado da oposição sul-coreana pediu, ⁠nesta segunda-feira, que o pacote de investimentos fosse ⁠analisado pelo Parlamento, alertando ⁠que ​as negociações sobre projetos de energia poderiam fazer com que a Coreia do Sul arcasse com riscos financeiros desproporcionais.

Reuters

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