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EUA suspendem sanções contra Irã; Trump adverte Teerã de que precisa cumprir acordo

EUA suspendem sanções contra Irã; Trump adverte Teerã de que precisa cumprir acordo

Reuters

23/06/2026

Placeholder - loading - Mural retrata falecido líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, e o falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã    18 de junho de 2026   Majid Asgaripour/WANA via REUT
Mural retrata falecido líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, e o falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã 18 de junho de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUT

Por Tala Ramadan e Nayera Abdallah

DUBAI, 23 Jun (Reuters) - Os Estados ​Unidos suspenderam as sanções contra o Irã por 60 dias a partir de segunda-feira, após as primeiras negociações no âmbito de um acordo de paz em fase inicial, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “fará o que for preciso” caso o Irã não cumpra sua parte no acordo.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que as negociações com autoridades iranianas na Suíça estabeleceram uma boa base para um acordo de paz definitivo, mas o Irã negou ter iniciado discussões sobre seu programa nuclear ou concordado em convidar inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a retornarem ao país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou na terça-feira que as autoridades iranianas não haviam se reunido com o chefe da ⁠AIEA, Rafael Grossi, ⁠na Suíça, e não tinham planos de permitir que ​a agência ‌nuclear da ONU inspecionasse as instalações nucleares danificadas do Irã.

Os dois lados, buscando dar continuidade ao acordo provisório assinado na semana passada após mais de três meses de guerra, chegaram a um acordo sobre um roteiro para um pacto permanente dentro de 60 dias nas negociações realizadas no resort de montanha suíço de Buergenstock, informaram ⁠os mediadores Paquistão e Catar.

Eles concordaram com um mecanismo para pôr fim aos combates entre Israel, ​aliado dos EUA, e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano, e abriram uma linha de comunicação para ​ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de ‌Ormuz, uma via navegável vital ​para o ⁠abastecimento global de petróleo que Teerã bloqueou durante a guerra.

Na primeira de várias etapas previstas no acordo para proporcionar alívio econômico ao Irã, o Tesouro dos EUA anunciou uma suspensão das sanções até 21 de agosto, permitindo que Teerã venda petróleo e ​produtos relacionados e receba pagamentos por eles.

Ali Bahreini, embaixador do Irã junto às Nações Unidas em Genebra, afirmou que houve “bom progresso” nas negociações e que dois grupos de trabalho seriam criados nos próximos dias para se concentrar na remoção das sanções e nas atividades nucleares do Irã.

Ele disse aos repórteres que cinco partes do acordo inicial precisam ser totalmente implementadas antes ​do início das negociações sobre o dossiê nuclear e qualquer papel da AIEA.

O embaixador também afirmou que o Líbano é uma parte “inquestionável” do acordo provisório entre os EUA e o Irã, e que este inclui a retirada das tropas israelenses do Líbano.

Autoridades relataram uma trégua sustentada nos combates no Líbano sob o acordo que visa pôr fim às hostilidades em toda a região, mesmo com Israel afirmando que manteria uma zona de segurança no sul do Líbano e continuaria a agir para “neutralizar” ameaças contra soldados e cidadãos israelenses.

Israel e o Líbano devem iniciar uma nova rodada de negociações em Washington na ​terça-feira.

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz começou a se intensificar na segunda-feira, com o ministro das Relações Exteriores de Omã ‌afirmando o compromisso de seu país com o ⁠direito internacional e a passagem segura e isenta de taxas durante as negociações com o Irã sobre a administração do estreito.

Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã e os ataques israelenses no Líbano mataram milhares de pessoas ⁠e deslocaram milhões. A guerra com o Irã também abalou os mercados financeiros ⁠em todo o mundo e elevou os preços globais do ⁠petróleo, que caíram desde que ⁠o ​acordo provisório foi alcançado. Os preços do petróleo caíram ainda mais na terça-feira, após fecharem com queda de 3% na segunda-feira.

Reuters

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