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Aprovação de Trump atinge nova mínima por alta dos combustíveis e guerra, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Aprovação de Trump atinge nova mínima por alta dos combustíveis e guerra, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Reuters

24/03/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump  23/03/2026 REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump 23/03/2026 REUTERS/Kevin Lamarque

Atualizada em  24/03/2026

Por Jason Lange e Bo Erickson

WASHINGTON, 24 Mar (Reuters) - O índice de aprovação do presidente Donald ​Trump caiu nos últimos dias para o seu ponto mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, atingido por um aumento nos preços dos combustíveis e pela desaprovação generalizada da guerra que ele lançou contra o Irã, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa de quatro dias, encerrada na segunda-feira, mostrou que 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump no trabalho, abaixo dos 40% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada.

A opinião dos norte-americanos sobre Trump piorou significativamente em relação à sua administração sobre o custo de vida, já que os preços da gasolina subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro. Apenas 25% dos entrevistados aprovavam a maneira como Trump tem lidado com o custo de vida, uma questão que esteve no centro de sua campanha para a eleição presidencial de 2024.

Somente 29% do país aprova a administração econômica de Trump, índice mais baixo em qualquer uma das administrações presidenciais de Trump e mais baixo do que qualquer índice de aprovação econômica de seu antecessor, o democrata ⁠Joe Biden. As preocupações dos eleitores ⁠com a economia e, especificamente, com o aumento do custo de ​vida foram um ‌fator significativo na derrota de Biden, e Trump fez campanha com a promessa de criar uma economia vibrante.

Para analistas, a pesquisa aponta para um presidente que enfrenta uma oposição pública significativa.

'É importante que as pessoas saibam que o presidente sente sua dor e que a ajuda está a caminho', disse Amanda Makki, estrategista política e advogada republicana.

PREOCUPAÇÕES COM A GUERRA

A posição de Trump dentro do Partido Republicano continua majoritariamente forte. Apenas cerca de um em cada cinco republicanos disse desaprovar seu ⁠desempenho geral na Casa Branca, em comparação com cerca de um em cada sete na semana passada. Mas a parcela de republicanos ​que desaprovam a maneira como ele lida com o custo de vida aumentou de 27% na semana passada para 34%.

O índice de aprovação de Trump era ​de 47% nos primeiros dias de seu mandato e, desde o verão passado, vinha se mantendo em ‌torno de 40%. Ele permanece acima do ​ponto mais ⁠baixo de seu primeiro governo, de 33%, e um pouco acima do ponto mais baixo de Biden, de 35%.

A guerra contra o Irã pode estar mudando isso para um presidente que assumiu o cargo prometendo evitar 'guerras estúpidas'. A pesquisa revelou que 35% dos norte-americanos aprovam os ataques dos EUA ao Irã, abaixo dos 37% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada. ​Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% na semana passada.

As pesquisas anteriores Reuters/Ipsos foram realizadas logo após os primeiros ataques norte-americanos e israelenses, quando muitos norte-americanos ainda estavam se informando sobre a situação, e os entrevistados tinham a opção de dizer que não tinham certeza de suas opiniões.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 28 de fevereiro a 1º de março revelou que 27% aprovavam os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza.

As pesquisas mais recentes não dão a opção de não ter certeza, embora 5% dos entrevistados ​da última pesquisa tenham se recusado a responder à pergunta sobre sua opinião a respeito da guerra.

MAIS TROPAS

Cerca de 46% dos entrevistados responderam que a guerra no Irã tornará os EUA menos seguros no longo prazo, de acordo com a pesquisa. Apenas 26% disseram que isso tornará o país mais seguro e o restante avaliou que não haverá muito efeito de qualquer maneira. Embora Trump tenha sugerido nos últimos dias que a guerra pode acabar em breve, o Irã contestou as alegações de Trump de que as negociações estavam em andamento e a Reuters informou nesta terça-feira que Washington deve enviar milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio.

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos aumentou cerca de um dólar por galão desde o início da guerra, já que o conflito reduziu severamente as remessas de petróleo do Oriente Médio para o resto do mundo. Especialistas ​alertam que a persistência do aumento dos preços dos combustíveis acabará por afetar a economia em geral.

Cerca de 63% dos norte-americanos já consideram a economia dos EUA 'um pouco fraca' ou 'muito fraca', ‌segundo a pesquisa. Isso inclui 40% dos republicanos, 66% dos independentes e ⁠84% dos democratas.

'Isso oferece uma grande oportunidade para que os democratas façam grandes avanços nas eleições de meio de mandato, concentrando-se em questões que tradicionalmente são mais republicanas, como segurança nacional, economia e imigração', disse Doug Farrar, estrategista democrata.

Houve poucos sinais de que o declínio da popularidade de Trump também estivesse prejudicando seus aliados republicanos que buscam ⁠manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. Cerca de 38% dos eleitores registrados ⁠na pesquisa Reuters/Ipsos disseram que os republicanos são os melhores administradores da economia dos ⁠EUA, em comparação com 34% que ⁠escolheram ​os democratas para essa questão.

A pesquisa, que foi realizada online e em todo o país, reuniu respostas de 1.272 adultos norte-americanos e teve uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

Reuters

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